Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

DOURADOS

Falta de material publicitário 'esfria' campanha

16 JAN 2011Por Fábio Dorta, de Dourados 00h:00

Faltando apenas 21 dias para a eleição extemporânea, a campanha eleitoral em Dourados caminha a passos lentos. Até agora nenhum dos candidatos promoveu caminhadas, nem mesmo as tradicionais movimentações de cabos eleitorais com bandeiras estão sendo vistas no centro da cidade.

Os partidos e coligações que disputam a eleição conseguiram apenas na tarde de sexta-feira a liberação do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) por parte da Justiça Eleitoral. Sem o documento, estavam impedidos de produzir santinhos, adesivos, faixas e placas. Por causa da demora na liberação dos documentos apenas a partir desta semana é que campanha deverá ganhar corpo.

Ontem o candidato da Coligação União por Dourados Murilo Zauith (DEM) realizou reuniões no período da manhã com a coordenação de campanha e à tarde pediu votos na periferia da cidade. A partir desta semana já com a liberação do material de propaganda serão realizadas caminhadas nos bairros mais populosos.

Genival Valeretto (PMN), Geraldo Sales (PMN) e José Araújo (PSOL) também programaram para o final de semana visita a eleitores nos bairros. De todos apenas Valeretto produziu santinhos e adesivos utilizando o CNPJ de seu partido. Os outros candidatos limitam-se ao corpo a corpo com os eleitores.

Elias Ishy
Mesmo com o pedido de registro de sua candidatura impugnado pela Justiça Eleitoral o vereador Elias Ishy (PT) fez o lançamento de sua campanha na noite de sexta-feira na sede do partido e ontem pela manhã percorreu o centro comercial entrando nas lojas, conversando com eleitores e pedindo voto.

A Justiça Eleitoral negou a Elias o pedido para liberação do CNPJ. "Em relação ao registro da candidatura nós recorremos ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e estamos otimistas em conseguir uma vitória. Já o caso do CNPJ está sendo visto pelos nossos advogados", afirmou.

Ishy tenta ser candidato anulando a convenção do PT que aprovou coligação com o DEM e apoiou a candidatura de Murilo, indicando inclusive a petista Dinaci Ranzi como candidata a vice. O argumento do vereador é o de que a aliança contrariou orientação da Comissão Executiva Nacional do partido que proibiu a coligação.

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