segunda, 16 de julho de 2018

Falta de mão de obra é “caótica” diz sindicalista

25 OUT 2010Por 03h:30

Em relação à mão de obra, o presidente do Sinduscon (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil), Samuel da Silva Freitas, considera a situação atual como “caótica”. Segundo ele, existe demanda por trabalhadores qualificados, porém, a oferta é mínima. “Com a chegada do fim do ano, essa situação vai piorar”, avalia, por conta das reformas e ampliações que acontecem a partir de outubro.
Os salários estão melhores, segundo Freitas, e o pedreiro oficial ganha R$ 750, mais benefícios; já os ajudantes recebem R$ 550, com as mesmas vantagens.
“Não temos profissional no mercado e para isso temos que formar parcerias com o Sinduscon, prefeituras, governos do Estado e do município, Federação das Indústrias. Temos que fazer mutirão para qualificar pessoas. Se não fizermos isso, trabalhadores de outros estados virão para cá e para nós não é bom, porque os salários deles serão gastos em seus domicílios”, alerta o sindicalista.
Mesmo com a inclusão das mulheres no setor da construção civil, a carência por mão de obra continua. Das cerca de 60 mulheres que fizeram o curso Colher na Massa, a maioria ainda não conseguiu emprego e um dos problemas é a resistência dos construtores em admitir mão de obra feminina. (VH)

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