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Campo Grande - MS, segunda, 10 de dezembro de 2018

JAPÃO

Falta de energia corta produção de montadoras

14 MAR 2011Por ESTADÃO10h:15

As principais montadoras japonesas estenderam as paralisações da produção doméstica pelo menos até quarta-feira, à medida que continuam a lidar com a escassez de abastecimento, instalações danificadas e falta de energia depois do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão na sexta-feira.

Enquanto isso, uma lista crescente de companhias, de produtos eletrônicos de consumo até siderúrgicas e operadoras de loja de varejo, estão suspendendo parte de suas operações, afetadas pelo terremoto, e também para lidar com as interrupções previstas de energia, num sinal de que o caminho para a reconstrução e recuperação após o desastre pode ser longo e instável.

Os cortes de energia ordenados pelo governo são destinados a impedir uma queda de energia generalizada. A medida foi tomada após o terremoto ocorrido na sexta-feira afetar duas usinas nucleares operadas pela Tokyo Electric Power, provocando uma queda de 25% da capacidade energética das instalações que servem toda a área de Tóquio.

A Toyota Motor, maior montadora do mundo em vendas, afirmou que manterá a suspensão da produção em todas as suas fábricas domésticas até quarta-feira, enquanto tenta ajusta-se ao deslocamento logístico provocado pelo desastre. As operações da montadora em todas as suas 12 fábricas locais já tinham sido paralisadas nesta segunda-feira. Um porta-voz da Toyota afirmou que a suspensão resultará numa perda de produção de 40 mil veículos.

A Honda Motor, que também suspendeu a produção hoje, afirmou que ampliará a paralisação de todas as suas fábricas no Japão até o próximo domingo, o que resultará numa perda de produção de 16.600 veículos.

A Nissan Motor afirmou que interrompeu as operações de duas fábricas danificadas pelo terremoto nas províncias de Tochigi e Fukushima, que ficam perto da área severamente atingida pelo terremoto, até sexta-feira e outras quatro fábricas próximas da região de Tóquio e Fukuoka, no sul do Japão, até quarta-feira.

A Suzuki Motor disse que suspenderá a produção de suas fábricas locais na terça-feira e na quarta-feira porque parou de receber entregas de autopeças para permitir que seus fornecedores assegurem a segurança dos empregados. A montadora, com base em Shizuoka, região central do Japão, havia suspendido as operações de segunda-feira em suas seis fábricas.

A unidade indiana da Suzuki, Maruti Suzuki India, disse que ainda está avaliando o impacto da paralisação da produção no Japão em suas importações de automóveis do país. As compras de autopeças do Japão correspondem por 25% das importações da Maruti.

A Mazda Motor Corp (7261.TO) disse que vai interromper a produção de todas as suas quatro fábricas no oeste do Japão até quarta-feira para garantir a segurança dos trabalhadores dos fornecedores e também porque não será capaz de adquirir peças suficientes.

Enquanto isso, a Mitsubishi Motors Corporation, que suspendeu suas operações hoje e amanhã, disse que todas as suas três fábricas de automóveis locais voltarão a operar na quarta-feira. A montadora disse, no entanto, que irá avaliar se as linhas de produção poderão funcionar na quinta-feira. A empresa anunciou que poderá adquirir peças suficientes para operar todas as três fábricas na quarta-feira.

Em outros setores, o conglomerado de aparelhos eletrônicos japonês Hitachi disse que as operações de suas seis fábricas localizadas em áreas atingidas pelo terremoto, estão suspensas no momento. As instalações produzem vários tipos de produtos, incluindo aparelhos eletrodomésticos, autopeças, elevadores e sistemas de geração de energia. A empresa ainda está tentando avaliar os danos nas instalações e da empresa ainda não sabe quando poderá retomar as operações, disse um porta-voz da Hitachi.

A fabricante de equipamentos pesados IHI Corp. disse que duas de suas fábricas, localizadas nas áreas atingidas pelo tremor, que produzem peças de motor de aeronaves, turbinas a gás e peças aeroespaciais, foram danificadas e não há previsão para uma recuperação.

A siderúrgica JFE Holdings disse que reduziu a produção para níveis mínimos nas usinas de Kawasaki e Chiba para ajudar a reduzir o consumo de energia em meio a preocupações com a escassez de energia, após a tragédia. A companhia afirmou que ainda não sabe quanto tempo manterá os cortes de produção nas usinas, afirmou um porta-voz da companhia.

Outra siderúrgica japonesa, a Nippon Steel também suspendeu temporariamente a produção em sua refinaria de Tóquio para ajudar a reduzir o consumo de energia. A operação foi retomada, mas a companhia disse que continuará a acompanhar atentamente a situação. As informações são da Dow Jones. 

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