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Campo Grande - MS, quinta, 18 de outubro de 2018

Temperatura

Falta de chuva e baixa umidade do ar faz qualidade das hortaliças cair

26 AGO 2010Por 20h:50
Cícero Faria, Dourados

A falta de chuva, somada às altas temperaturas e à baixa umidade do ar estão afetando a qualidade das hortaliças que saem da agrovila do distrito de Vila Formosa, principal polo produtor de Dourados. Mesmo com irrigação, principalmente as verduras sentem as condições climáticas das últimas duas  semanas, explicou ontem o presidente da associação dos produtores da agrovila, Armando Lemanski.
Em agosto, o serviço de agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 35,8 milimetros de chuva em Dourados, mas as precipitações se concentraram somente no início do mês. Ontem à tarde, a umidade do ar estava em 13% no começo da tarde e a temperatura chegou a 35 graus. Mas há previsão bem consistente de chover domingo na região de Dourados, ficando o tempo encoberto e com garoas na segunda e na terça-feira.
Lemanski citou que mesmo com a irrigação, “as folhas ficam muito secas em parte do dia,  prejudicando a sua qualidade por causa do ar quente e sem umidade”. Já os legumes como repolho, abobrinha, pimentão e outros sofrem menos com a adversidade climática, mas também perdem qualidade. Somente não são irrigadas as áreas de frutas e mandioca, que são maiores.
A agrovila da Formosa fornece, dentro de um programa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de oito a dez toneladas de frutas, verduras e legumes por semana para o Mesa Brasil, um projeto de segurança alimentar, mantido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) em Dourados. Outra parte da produção vai para as escolas públicas municipais  e unidades de educação infantil.
Na região periurbana de Dourados também trabalham dezenas de pequenos horticultores que comercializam sua produção em mercearias, sacolões, supermercados e nas feiras livres. Todos  têm irrigação, mas as verduras e  legumes sofrem os mesmos  efeitos negativos.  Por enquanto, não houve aumento de preços de folhosas mais consumidas, como a alface, cujo pé varia de R$ 0,85 a R$ 1.

Inverno
As principais culturas de inverno não sofrem com a estiagem porque estão em fase final de colheita na Grande Dourados. O milho safrinha está com cerca de 70% colhido, e somente não avançou mais por causa das filas de caminhões na porta dos armazéns, mas o tempo seco não prejudica o produto no campo.  Nas pequenas área de  trigo espalhadas pelo município(6.000 hectares) a colheita continua.
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