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Campo Grande - MS, domingo, 16 de dezembro de 2018

Fábrica da Petrobras vai consumir mais água que Três Lagoas

15 SET 2010Por 13h:50

Três Lagoas

A nova indústria da Petrobras, que será instalada no município de Três Lagoas, vai captar do rio Paraná 900m³ de água por hora.   Será  5,8% superior ao  consumo de água registrado no município, de 850 m³ por hora. A empresa deverá despejar no rio 300 m³ de efluentes por hora – o equivalente a 7,2 milhões de litros por dia. Para isso, a estatal requereu, junto à Agência Nacional de Águas (ANA), autorização para lançamento de efluentes no rio, provenientes do processo produtivo da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III).
A outorga é a autorização para uso de corpos de água e prevê tanto a captação quanto o descarte de efluentes – resíduos líquidos utilizados na fabricação. No caso da fábrica de fertilizantes, que terá investimento de R$ 4 bilhões e gerará 5,5 mil empregos, segundo o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), a captação de água usada na fabricação de uréia e amônia, será feita do lençol subterrâneo, com perfuração de poços na região do aqüífero Santo Anastácio, em um volume estimado de 900m³/h.
Somente a água consumida pelo empreendimento somará 21,6 mil m³ de água por dia, o que representa 3,9 milhões de m³ em seis meses, o equivalente a capacidade do reservatório Guariroba, responsável por 50% da água consumida em Campo Grande.

Tratamento
A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III prevê monitoramento da qualidade dos resíduos que voltam ao rio, após tratamento em unidade específica. “A qualidade dos efluentes estará enquadrada nos padrões exigidos pela legislação e será reportada ao Imasul, órgão ambiental responsável pela fiscalização”, afirmou.
No EIA/Rima, a Petrobras garante que a qualidade da água dos efluentes será igual ou superior à água do rio Paraná.
Segundo o gerente de Outorga da ANA, Luciano Meneses Cardoso da Silva, a outorga para o lançamento no rio Paraná ainda está em análise. Ele afirmou que existem padrões técnicos para a quantidade de elementos orgânicos que retornarão ao rio.

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