terça, 17 de julho de 2018

MERCADO EXTERNO

Exportações de MS crescem 53% e valor será recorde este ano

7 DEZ 2010Por Edivaldo Bitencourt00h:00

 A conquista de novos mercados e a manutenção do status sanitário continuam contribuindo com o aumento nas exportações de Mato Grosso do Sul, que vão somar o maior valor da história. De janeiro a novembro deste ano, o Estado exportou US$ 2,7 bilhões, aumento de 53,26% em relação aos US$ 1,7 bilhão do mesmo período de 2009 e 30,5% superior ao recorde anterior, de US$ 2,095 bilhões, registrado em 12 meses de 2008.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), somente no mês de novembro, quando foram vendidos US$ 242,1 milhões para o exterior, houve aumento de 53,26% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 139,6 milhões).

Apesar do aumento de 52,8% nas importações no mês passado, de US$ 215,5 milhões para US$ 329,4 milhões, as compras de outros países não vão superar o recorde de 2008, quando o Estado adquiriu US$ 3,6 bilhões. Em 11 meses deste ano, as importações sul-mato-grossenses somam US$ 3,074 bilhões, aumento de 23,48% ante os US$ 2,489 bilhões do mesmo período de 2009.

 Saldo
O déficit na balança comercial do Estado de janeiro a novembro deste ano é de US$ 337,8 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as importações superaram as exportações em US$ 704,5 milhões, houve redução de 52%. Apesar do aumento de 15% no déficit em novembro ante a mesma época de 2009, de US$ 75,8 milkhões para US$ 87,3 milhões, Mato Grosso do Sul deverá registrar este ano o menor déficit na balança comercial dos últimos cinco anos.

Em relação a 2008, que registrou o déficit recorde de US$ 1,5 bilhão, a diminuição é de 78%. Houve redução por causa do aumento das exportações. Os principais produtos são as commodities, como soja, minério e boi. O Estado ainda vem conquistando outros mercados, como China, Argentina e outros países da África e Oriente Médio.

 ICMS
Para o economista Paulo Ponzini, o aumento das vendas externas reflete o trabalho do Governo estadual e do setor produtivo, que lutaram para reconquistar e manter o status sanitário, como o de continuar livre da febre aftosa. "O importante é vender", destaca, frisando que as vendas externas ajudam a manter o mercado de trabalho interno e a economia aquecidos.

O grande desafio é agregar valor aos produtos exportados, já que os primários não representam mais dinheiro nos cofres públicos em decorrência da isenção do pagamento de ICMS pela Lei Kandir. Apesar de estar prevista, a compensação federal nem sempre compensa.

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