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Campo Grande - MS, segunda, 10 de dezembro de 2018

Exportações das cooperativas brasileiras crescem 14% no 1º semestre

15 AGO 2010Por 06h:52
Célia Froufe (AE)

Após o impacto da crise financeira internacional, as cooperativas agrícolas brasileiras conseguiram preços mais elevados pelos seus produtos durante o primeiro semestre deste ano. No período, essas cooperativas registraram um crescimento de 14% nos valores exportados, passando de US$ 1,74 bilhão de janeiro a junho de 2009 para um volume de US$ 1,99 bilhão nos mesmos meses de 2010. Os números foram divulgados com exclusividade à “Agência Estado” pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O saldo da primeira metade do ano também é levemente superior ao montante exportado pelas cooperativas no primeiro semestre de 2008, quando a turbulência internacional ainda não tinha se instalado. Na ocasião, esse grupo vendeu US$ 1,86 bilhão ao exterior. “Isso demonstra claramente que o fechamento deste ano será superior ao de 2009 e de 2008”, previu o gerente de Mercados da entidade, Evandro Ninaut.
Há dois anos, esse setor exportou US$ 4,01 bilhões. “A nossa meta é ter um crescimento de 10% sobre 2009. E essa é uma expectativa tímida”, acrescentou. No ano passado, as cooperativas venderam US$ 3,63 bilhões em produtos. Em relação ao volume das vendas, no entanto, constata-se uma estabilidade do primeiro semestre de 2009 para o de 2010, passando de 3,76 milhões de toneladas para 3,78 milhões de toneladas.
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, salientou a tendência da recuperação dos preços das commodities no mercado internacional e a ampliação de mercados. De acordo com ele, os destaques são os países da Ásia, do Oriente Médio e da África

Açúcar e soja
Com a quebra da safra de cana-de-açúcar na Índia, no ano passado, o setor sucroalcooleiro brasileiro ganhou força e foi o destaque da pauta de exportações das cooperativas na primeira metade do ano, com um total em vendas de US$ 749 milhões. Neste grupo, estão açúcar refinado (cana e beterraba), com US$ 388 milhões; o açúcar em bruto, com US$ 245 milhões, e o álcool etílico, com US$ 115 milhões, segundo os dados da OCB.
As vendas externas dos açúcares de cana em bruto foram o item que mais chamou a atenção, ao registrar crescimento de 92% de janeiro a junho de 2010 ante os primeiros seis meses de 2009. O produto respondeu por 37% das exportações totais das cooperativas brasileiras, superando os 27% observados no mesmo período do ano anterior, segundo dados da OCB.
O complexo soja, tradicional produto exportado pelo segmento, aparece na segunda posição entre os produtos mais vendidos pelo setor, com um total de US$ 606 milhões. No entanto, o valor mostra uma redução de 8% frente a 2009, quando foram contabilizados US$ 662 milhões.
Ninaut comentou que a recuperação dos preços está diretamente relacionada aos países emergentes, que sofreram menos os impactos da crise em relação aos países desenvolvidos. “Realmente, existe um balé acontecendo”, resumiu, citando os dois itens. Com a quebra da safra na Índia, as cooperativas brasileiras conseguiram um preço melhor pelo derivado da cana ao longo do primeiro semestre do ano. Com o reequilíbrio do mercado, Ninaut acredita que a segunda metade de 2010 não será tão promissora para o produto.
Já o complexo de soja, segundo o gerente de mercados, apresentou uma retração nos preços e quantidades de janeiro a junho deste ano. “Os principais países emergentes e industrializados, que adquirem soja, reduziram as compras por conta da crise”, pontuou Por isso, ele acredita que o desempenho do grãos deve mais que compensar a expectativa de esfriamento do açúcar na segunda metade do ano.
O complexo carnes também merece ênfase ao apresentar um incremento de 28% em relação aos valores exportados e de 1,8% no total de volume. No primeiro semestre de 2010, houve o registro de vendas de US$ 365 milhões e 179 mil toneladas. Esse aumento é decorrente do bom desempenho observado nas vendas de carne de frango (US$ 211,7 milhões e 211 mil toneladas) e suínos (US$ 89,7 milhões e 35 mil toneladas).
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