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Exportação de industrializados bate recorde; Três Lagoas é o carro forte

13 JUL 10 - 14h:56
ADRIANA MOLINA

Exportação de produtos industrializados bateu recorde em junho, alcançando US$ 211,3 milhões (cerca de R$ 371 milhões, conforme cotação de R$ 1,76 de ontem) em junho. O volume exportado no primeiro semestre deste ano (3,1 milhões de toneladas) é 94% maior do que o registrado no mesmo período de 2009, quando 1,6 milhão de toneladas foram enviadas ao exterior. Os dados foram analisados pelo Radar da Federação das Indústrias (Fiems), com informações do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior.
Informações do ministério mostram ainda que a líder em exportação no Estado, Três Lagoas, registrou alta de 31% em valores comercializados com o exterior em junho. O montante eleva o índice anual do município em 268,6%, totalizando entre janeiro e junho de 2010, cerca de US$ 322 milhões, contra US$ 87,3 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. O aumento ocorreu apesar da queda de 21,6% no volume de produtos exportados, que passou de cerca de 135 mil para 106 mil toneladas.
O município deve grande parte do crescimento ao segmento de papel e celulose, já que concentra as maiores indústrias do setor. Somente a pasta química de madeira semi branqueada, também chamada celulose, respondeu por 67% do valor exportado por Três Lagoas de janeiro a junho, totalizando US$ 215,4 milhões dos US$ 322 milhões comercializados.
Em seguida estão o bagaço e outros resíduos extraídos do farelo de soja, com cerca de US$ 51,6 vendidos ao exterior, e o papel fibra, com US$ 27 milhões exportados. Os principais compradores do município no semestre foram: Holanda (US$ 73 milhões); Itália (US$ 64,2 milhões) e Coréia do Sul (US$ 37,6 milhões).

Em alta
Há tendência de números ainda maiores nos próximos meses para as exportações de Três Lagoas. Segundo o economista Fabio Ciasca, mesmo com o dólar em baixa, o que é desfavorável para os importadores, as vendas do município, industrialmente mais desenvolvido de Mato Grosso do Sul, devem continuar aquecidas. “A demanda internacional é grande e somos confirmadamente o ‘celeiro do mundo’, com terras disponíveis e grandes indústrias para processamento. É uma questão de oferta e demanda”, explica.
O especialista afirma ainda que o cenário pode ficar mais favorável se a Europa conseguir sair definitivamente da crise, da qual já se encontra em recuperação, e voltar a importar grandes volumes. O continente é um dos principais compradores de produtos brasileiros.
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