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Exército ataca funeral de separatista e mata ao menos dez no Iêmen

27 DEZ 13 - 17h:00folhapress

Pelo menos dez pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas hoje após um tanque do Exército do Iêmen disparar contra uma tenda funerária instalada em uma escola de Al Sanah, a 245 km da capital Sanaa. Dentre as vítimas, estão várias crianças.

Segundo testemunhas, o tanque disparou uma série de morteiros contra o local, que abrigava o velório de um homem que morreu na segunda-feira em combates com as forças de segurança. O morto pertencia a um grupo separatista que deseja a independência do sul do país.

O ataque de hoje aumenta a tensão que eclodiu no último dia 20 por causa da morte, no início deste mês, do destacado dirigente tribal local Saad bin Habrish e dois de seus guarda-costas em confrontos com as forças de segurança.

Desde então, mais de dez pessoas morreram, entre elas dois soldados, nesses enfrentamentos entre as forças governamentais e os combatentes tribais, apoiados por separatistas armados. Ontem, outros dois membros do movimento separatista foram mortos em Adan, no sul do país.

Na terça-feira passada, morreram também dois civis e sete agentes ficaram feridos em ataques perpetrados por supostos membros do Movimento Sulista contra edifícios governamentais e de segurança na cidade de Atq, na província de Shabua, no sudeste do país.

O Iêmen se unificou pacificamente em 22 de maio de 1990, mas a luta pelo poder entre o antigo presidente Ali Abdullah Saleh e seu vice-presidente Ali Salem al Bid, que voltou a declarar sem sucesso a separação do sul, levou a uma guerra entre as forças dos dois bandos no verão de 1994.

No conflito, as forças do sul perderam para as de Sanaa e desde então os movimentos separatistas acusam o governo central de discriminar aos cidadãos do sul do país. 

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