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Testes

Exercícios fazem seu corpo e mente ficarem fortes

16 MAI 2011Por APA07h:00

Uma pesquisa feita com modelos animais – ratos, especificamente – mostrou que os exercícios físicos aumentam o suprimento de sangue no cérebro. Um grupo de animais teve acesso livre a uma roda de exercícios e outro foi induzido a correr em uma esteira durante uma hora por dia. Após 30 dias, ambos os grupos tinham um melhor fluxo sanguíneo no cérebro, enquanto um terceiro grupo, de animais sedentários, não mostrou nenhuma melhora. Mais sangue no cérebro significa mais oxigênio e energia, e isso leva a um melhor desempenho do órgão.
 

No mesmo estudo, um grupo de animais aprendeu a correr e desviar de obstáculos. Como o experimento necessitava de mais habilidades de aprendizado do que físicas, esses indivíduos também mostraram melhora nas conexões entre os neurônios.


E apesar desses experimentos terem poucos estudos envolvendo humanos, em teoria, atividades esportivas são, portanto, a combinação perfeita entre aprendizado e exercício, e isso tanto melhora o fluxo sanguíneo como a velocidade das conexões no cérebro.
 

As evidências em humanos sugerem que ser fisicamente ativo ajuda as pessoas a manterem por mais tempo suas habilidades cognitivas com o avanço da idade. Estudos envolvendo idosos fisicamente ativos mostraram que essas pessoas tiveram melhores resultados em testes cognitivos envolvendo lógica, vocabulário, memória e tempo de reação para resolver problemas, principalmente comparando com resultados de idosos sedentários. Estudos similares observaram as mesmas diferenças em pesquisas envolvendo pessoas mais jovens, apesar de os resultados não serem definitivos ainda.
 

Os pesquisadores lembram, ainda, que os exercícios e condicionamento físico têm um efeito protetivo limitado, pois assim que paramos de nos exercitar os benefícios podem desaparecer.


Esportes melhoram a autoestima em jovens atletas


A melhor coisa que pode acontecer com jovens que se envolvem em atividades esportivas não é o troféu no final de um campeonato na escola, bíceps mais desenvolvidos ou uma coordenação motora mais fina. A participação em esportes organizados – que envolvem jogos e regras – também melhora a autoestima e a motivação entre crianças e adolescentes. E além de um melhor rendimento acadêmico, o comportamento desses jovens também é beneficiado, tanto dentro do ambiente escolar quanto fora.
 

Os esportes podem ajudar a ensinar esses jovens a desenvolver habilidades para a vida toda, como, por exemplo, saber se comunicar de forma adequada, se comprometer mais com as atividades propostas e exercitar o espírito colaborativo, principalmente se os profissionais de educação física e os pais se mostrarem presentes e atentos. Mas essas habilidades precisam ser reforçadas positivamente, pois podem acabar se perdendo ou o foco de atenção desses jovens pode se modificar para outras atividades (nem todas tão saudáveis).


Somado a tudo isso, atividades em grupo – como em times – ajudam, além do aprendizado de novas habilidades, a usar essas aptidões fora do campo e a aumentar seu nível de autoconfiança no geral.

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