Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

Operação Uragano

Ex-secretários de Dourados voltam ao presídio

23 OUT 2010Por Maria Matheus, de Campo Grande e Fábio Dorta, de Dourados04h:24

Três ex-secretários do prefeito afastado de Dourados Ari Artuzi (sem partido) voltaram para a prisão ontem depois que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) cassou a liminar que os mantinha em liberdade desde o mês passado, quando foram presos na Operação Uragano da Polícia Federal.

A ex-secretária de Finanças e Receita Ignes Boschetti Medeiros, a ex-secretária de Administração Tatiana Moreno e o marido dela, Alziro Arnal Moreno, que era Procurador-Geral do Município, se apresentaram no Fórum. Alziro foi encaminhado à Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa. Ignes e Tatiana foram levadas para o presídio semiaberto feminino.

Também foi cassada a liminar que mantinha em liberdade Dilson Cândido de Sá, ex-secretário municipal de Obras e Planejamento. A ordem de prisão contra ele foi emitida às 13h10MIN, mas até a noite de ontem ele não foi encontrado e, de acordo com informações passadas por familiares à advogada dele, Andréia Flores, o ex-secretário está viajando.

O advogado João Arnar Ribeiro, responsável pela defesa de Tatiana e Alziro Moreno, disse que vai entrar com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não informou quando impetrará o recurso. "Eles estavam soltos por força de liminar. Ontem, o Tribunal julgou o mérito do habeas corpus e entendeu que os motivos para o decreto da prisão preventiva ainda estavam presentes", explicou. O mesmo deverá ocorrer em relação à defesa de Ignes Medeiros.

Já a advogada de Dilson de Sá afirmou que ainda não teve acesso à íntegra da decisão da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça, mas também deverá entrar com recurso no STJ. "Ainda não tomamos conhecimento de qual foi o fundamento da denegação da ordem", informou. "Provavelmente só terei acesso na segunda ou terça-feira. Até lá, não poderei ingressar com habeas corpus no STJ", disse. "É muito raro que uma liminar seja cassada sem que haja um fato novo".

Ela não soube informar para onde Dilson Sá viajou. "Eu não consegui nem mesmo avisá-lo da decisão, comuniquei apenas a familia", comentou.

Leia Também