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DOURADOS

Ex-PM fabricava óxi em laboratório caseiro

11 MAI 2011Por DOURADOS AGORA 11h:21

Após vários meses de investigação e da operação conjunta entre Ministério Público Estadual e Polícia Federal, que aconteceu no segundo semestre do ano passado e que resultou na prisão de um policial militar, o Promotor de Justiça da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, Ricardo Rotunno, divulgou que o laboratório de drogas que funcionava na casa do então policial militar, expulso da corporação por envolvimento com o narcotráfico, seria de “óxi”, nova droga considerada mais nociva que o crack.

Na época, durante a operação, foram descobertos na residência do ex-PM, o laboratório com pasta base de cocaína, pedras de uma droga semelhante ao crack, além de balança de precisão e pelo menos 1.500 gramas de cal virgem, uma das matérias primas usadas na fabricação da nova droga. Os investigadores explicaram que na composição do ‘óxi’, além da pasta base de cocaína, vai o cal virgem e solventes, como óleo diesel ou querosene, o que torna a droga mais barata que o crack.

De acordo com o Ministério Público, na época que aconteceu a operação, não se tinha conhecimento da existência do “óxi”. O promotor explica que durante a prisão o ex-policial chegou a mencionar que a droga que estava fabricando tratava-se de uma nova mistura.

O “óxi”, é uma droga que vem causando preocupação nas autoridades de segurança e de saúde, de todo o Brasil, pelo efeito devastador que ela causa no organismo humano. Recentemente ela foi identificada no Mato Grosso do Sul, durante uma apreensão.

O Ministério Público Estadual trabalha com a hipótese de que a nova droga estaria sendo distribuída, no município de Amambai, há muito mais tempo. Na época, participou ainda da operação o promotores Eteócles Brito Mendonça Dias Júnior, da 1ª Promotoria da Comarca daquele município. Além do ex-policial, a esposa dele também foi presa em flagrante acusada de tráfico de drogas.
 

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