Quarta, 20 de Junho de 2018

Ex-governador ainda acredita no apoio do PTB

6 ABR 2010Por 21h:35

adilson trindade e maria matheus

 

O ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) ainda acredita na coligação com o PTB na sucessão estadual e considera mais complicado atrair o PR, mesmo tendo o partido fechado, ontem, aliança nacional com o PT. "Tenho o maior interesse no PTB, por algumas razões: o PTB é um partido histórico que, com o PDT, completaria muito bem essa espinha dorsal da campanha", comentou.

José Orcírio pretende se reunir com o presidente nacional do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson, para discutir a aliança em Mato Grosso do Sul. Ele disse estar levando a Jefferson a mesma proposta apresentada ao presidente regional do partido, Ivan Louzada, de indicar o candidato a vice-governador, duas secretarias, além de contar com a permanência do empresário Antônio João Hugo Rodrigues na primeira-suplência do senador Delcídio do Amaral (PT).

O ex-governador destacou Antônio João como "uma pessoa de respeitabilidade". Mas deixou claro a importância de o PTB se juntar ao PT para que o empresário continue na suplência. "Evidentemente que isso é um debate para o senador Delcídio, mas (Antônio João) é uma figura importante e estratégica na campanha", comentou.

 

Leilão do PTB

José Orcírio esclareceu, também, não se tratar de leilão a sua negociação com o PTB. "Se tem leilão, não é comigo", declarou. "Se tem uma coisa que eu não me disponho a fazer é leilão".

O ex-governador ressaltou a sua determinação de "fazer uma conversa política" com os dirigentes partidários. "Quando eu vou à sede do partido e formalizo um convite de aliança e destino ao partido a vaga de vice-governador, é uma articulação política", explicou.
José Orcírio disse não ter oferecido dinheiro para nenhum partido para apoiá-lo. "Eu soube que chegou gente (governador André Puccinelli) lá (no PTB) falando em ‘milão, milão, milão’", alfinetou. Ele reconheceu, no entanto, a necessidade de os partidos terem estrutura de campanha, como, por exemplo, para produzir cartazes, santinhos, propaganda no rádio e na televisão. "Nós vamos ter um tempo de televisão, nesse tempo da coligação, uma parte é do partido, que tem de gravar e, para isso, tem custos", lembrou, explicando que a coligação precisa arcar com esse tipo de despesa.

 

Aliança com o PR

José Orcírio considera difícil formalizar aliança com o PR no Estado em decorrência do comprometimento do partido com o PMDB. Em conversa com o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que ontem assumiu a presidência nacional do PR, ouviu dele a dificuldade de convencer os dirigentes do partido de fazer coligação com o PT em Mato Grosso do Sul.

"Ele (Alfredo Nascimento) disse: Zecão, eu tenho problema em alguns estados e um deles, em Mato Grosso do Sul. O governador (André Puccinelli) veio aqui, muita gente dizia que você não seria candidato e nos ofereceu um nome para eleger deputado federal", contou José Orcírio. Para atrair o PR, Puccinelli prometeu eleger deputado federal o secretário de Obras, Edson Giroto (PR).

Segundo Orcírio, Nascimento disse que "não sabe como resolver o problema", porque o PR está nacionalmente fechado com Dilma Rousseff (para presidente da República). Orcírio disse que não discutiu com o PT a possibilidade de buscar apoio do PR regional, mas admitiu que pode conversar com a direção da sigla, se o PT decidir propor aliança ao partido, mesmo que a legenda tenha feito pré-compromisso com Puccinelli.

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