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Ex-funcionária de Valério pede absolvição do crime de formação de quadrilha

Ex-funcionária de Valério pede absolvição do crime de formação de quadrilha
09/03/2014 12:45 - Folha Press


A defesa de Simone Vasconcelos, ex-funcionária do publicitário Marcos Valério e condenada na Ação Penal 470, o processo do mensalão, pediu na sexta-feira (7) absolvição do crime de formação de quadrilha. O recurso foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) após a Corte decidir que não houve quadrilha no mensalão.

Simone está presa em Belo Horizonte, onde cumpre pena de 12 anos e sete meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, definidas no processo. Ela também foi condenada a um ano e oito meses de prisão por formação de quadrilha, mas os ministros entenderam que a pena prescreveu, por ter ficado abaixo de dois anos.

Apesar de Simone não cumprir a pena por formação de quadrilha, o advogado Leonardo Yarochewski pretende garantir a absolvição da condenada. Segundo Yarochewski, como a maioria dos ministros entendeu que os condenados no processo não praticaram o crime de formação de quadrilha, Simone deve ser considerada absolvida. 

"Findo o julgamento quanto a esse delito, restou tão somente a requerente condenada, o que decerto acarreta uma situação no mínimo inusitada. Em outras palavras, estar-se-ia admitindo uma condenação por [formação de] quadrilha e bando com atuação de apenas um integrante", diz o advogado

Na semana passada, a maioria dos ministros do Supremo decidiu absolver oito réus condenados por formação de quadrilha. Entre os beneficiados estão ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-deputado José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério. Todos estão presos por terem sido condenados em outros crimes, como corrupção. 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?