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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

DIA DO MOTORISTA

Ex-caminhoneira, taxista protesta contra violência

25 JUL 2012Por MONTEZUMA CRUZ00h:01

Influenciada pelo pai, dono de uma empresa transportadora em Presidente Prudente (SP), a taxista Ivone Pessoa, 50 anos, cruzou o País de ponta a ponta no transporte de cargas, até o ano 2000. Levava madeira da região oeste paulista para o Rio Grande do Norte, e retornava com carne de sol, entre outros produtos. “A minha história começou em 1980, quando eu tinha 20 anos e batalhei muito com meu esposo, que também era caminhoneiro”, lembra.

Mesmo sob roteiro e cronograma sempre rígidos, ela criou as filhas Marcela Laurenti e Mary Hellen Laurenti. Aprendeu a dirigir e cuidar de caminhões na Transportadora João Pessoa. “A vida era tranquila naquele tempo, porque eu nunca fui vítima de preconceito, nem fui assaltada”, ela conta.

A filha (Marcela) que tinha 22 anos e se casou com um português, engravidou pela segunda vez em Crawley, subúrbio de Londres com 100 mil habitantes, próxima ao segundo maior aeroporto do Reino Unido, Gatwick. Ivone foi para lá em 2006, para apoiar a filha. “Fui passar algumas semanas com ela e terminei ficando dois anos”, diz.

Comemora o retorno, mas lamenta: “Fica difícil trabalhar em paz: tem muito assalto, ferimentos e mortes de colegas– dois no período de um ano –, o que exige mais segurança. Deixo aqui o meu protesto”.
 

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