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Campo Grande

Ex-agentes penitenciários envolvidos em escândalo são presos após sair de coletiva

12 MAI 2011Por Gabriel Maymone e Evelin Araujo11h:11

Os ex-agentes penitenciários Yuri Matos e Valdenir Ribeiro foram interceptados e presos pela Polícia Federal (PF) na Avenida Mato Grosso logo após saírem da coletiva de imprensa sobre as acusações feitas por eles contra o Juiz Odilon, que aconteceu hoje de manhã no prédio da Justiça Federal em Campo Grande.

A Polícia Federal encaminhou os dois até a superintendência da PF, onde os dois foram ouvidos e liberados.

Os outros dois agentes envolvidos no caso, estão aguardando no escritório do advogado.

Eles eram agentes penitenciários e foram exonerados do cargo após serem acusados de divulgar imagens gravadas de visitas íntimas nas celas do presídio. A Desembargadora Suzana Camargo falou a respeito das denúncias que Yuri, Valdenir e outros dois agentes penitenciários fizeram, alegando que o Juiz Odilon que teria autorizado as gravações.

A corregedoria nega e diz que em alguns casos há a autorização para fazer gravações do parlatório, mas jamais das celas intimas.

Escândalo

Em 2008, um escândalo envolvendo a gravação de imagens e áudio nas salas onde aconteciam as visitas dos advogados aos presos do estabelecimento penal de segurança máxima, e ainda na sala de visita íntima, foi responsável por troca de comando e ainda o indiciamento de agentes penitenciários e várias autoridades, incluindo juízes. Um decisão recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal Regional Federal (TRF) absolveu o juiz federal Odilon de Oliveira das acusações de permitir as escutas ilegais no presídio.

O advogado dos agentes penitenciários demitidos alega que seus clientes não se apropriaram em nenhum momento das imagens de forma ilegal. “O que ocorreu foi o seguinte. Em certo plantão no Presídio, todos os monitores começaram a exibir imagens da sala de visita com advogados e também da sala de visita íntima. Deve ter havido algum problema com a conexão de canais e as imagens vazaram. Foi aí que eles denunciaram a existência de câmeras ilegais. Só eles fizeram isso porque pertenciam, à época, ao Sindicato (de Agentes Penitenciários Federais) e se sentiram na obrigação de fazer a denúncia”, justificou.

Até o momento não foi identificado o motivo e quem teria instalado as câmeras no presídio. Cogitam-se algumas possibilidades: ter havido interesse das autoridades em saber o conteúdo das conversas no local; interesse dos próprios detentos em comunicarem-se com o meio externo, ou mesmo o voyerismo. 

 

Modificada às 11h45min para acréscimo de informações

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