sexta, 20 de julho de 2018

MANIFESTO

Estudantes querem eleições diretas em Dourados

19 NOV 2010Por DOURADOS AGORA10h:09

Estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), pararam o trânsito na área central de Dourados na manhã de ontem. Eles distribuiram panfletos e adesivos aos condutores.

De acordo com o presidente do Comitê de Defesa Popular, Ronaldo Ferreira, o objetivo é cobrar a cassação imediata do prefeito afastado Ari Artuzi e do vice, também afastado, Carlinhos Cantor. O grupo pede eleições diretas, quando a população escolhe seu representante por meio de votação. Para que isto ocorra a cassação de Artuzi e Carlinhos precisaria ser feita até 31 de dezembro deste ano. Depois de dois anos de mandato, a Câmara escolheria o novo chefe do Executivo, conforme prevê a legislação. Para Ronaldo, os vereadores precisam correr contra o tempo. “São três comissões em andamento que podem cassar Ari e Carlinhos. Estamos acompanhando tudo. A população não quer Ari de volta na prefeitura de Dourados e deseja escolher o novo representante do município. Chega de sujeira, já que o sentimento hoje dos douradenses é de vergonha”, destaca.

Segundo Ronaldo, mais de 30 mil panfletos estão sendo distribuídos nos bairros e centro da cidade. A coordenadora do Diretório Central de Estudantes da UFGD, Lucimar Arguelho, disse que a participação dos estudantes nos temas da cidade está sendo importante na formação deles como profissionais e cidadãos críticos, discutindo e crescendo junto com a comunidade.

Segundo ela, os estudantes estão revoltados com os escândalos que marcaram a cidade de Dourados como local de corrupção. Conforme ela, para que o município volte a ter a credibilidade que merece é necessário fazer uma “faxina” geral no Legislativo e promover a eleição direta. “É uma maneira do novo chefe do Executivo ser escolhido pela popula-ção e não por políticos, conforme prevê as eleições indiretas”.

COMISSÕES
Além do poder judiciário que analisa o pedido de cassação de Artuzi, outras três comissões miram o prefeito afastado e Carlinhos Cantor. A primeira foi baseada em denúncias da Polícia Federal nas operações Brothers, Owari e Uragano, sobre desvios de dinheiro público. Por causa disso, uma Comissão Processante (CP) formada por vereadores pode cassá-lo por quebra de decoro.

De acordo com o presidente da CP, Laudir Munaretto, o último dia para a entrega do documento venceu na sexta-feira. “A defesa só foi protocolada na última terça-feira”, destaca. Segundo Laudir, em tese a Câmara não teria mais a obrigação de aceitar a defesa ou os pedidos nessa incluídos. Mes-mo assim, ele diz que a comissão não quer cercear o direito da defesa de Artuzi e por isto deve se reunir para avaliar o caso. Se a decisão for de rejeitar o documento, a Câmara segue para o relatório final pedindo ou não a cassação do pre-feito. De acordo com Laudir, o argumento da defesa é de que houve confusão no horário de atendimento da Câmara. “Foi nos informado que a defesa esteve na Câmara poucos minutos após o encerramento dos trabalhos. Tudo está sendo avali-ado levando em conta que o prazo venceu na sexta e segunda-feira era feriado”.

SAÚDE
Outra comissão que pode cassar o prefeito Ari Artuzi é a que investiga a má gestão dos recursos da saúde pública. Presidida por Elias Ishy (PT), a CP está em fase final. Na última terça-feira, recebeu, dentro do prazo, as alegações finais sobre o processo. O documento foi entregue logo após a Câmara rejeitar o pedido de arquivamento da defesa, que alegou falhas na criação da CPI.

Agora a comissão vai analisar se ouve as 10 testemunhas de defesa apontadas pelos advogados de Artuzi. Outro pedi-do é de que o próprio prefeito afastado também seja ouvido. De acordo com Elias Ishy, parecer prévio do jurídico da Câmara diz que o pedido deveria ter sido feito em fase anterior do processo, não competindo mais ao Legislativo aceitar as sugestões.

CANTOR
Uma comissão processante da Câmara investiga o vice-prefeito afastado Carlinhos Cantor por quebra de decoro. O advogado de Cantor, José Vanderlei Bezerra, disse que pediu o arquivamento do processo tendo em vista várias falhas, como a ausência de acusação concreta sobre Cantor. Mesmo assim, a Comissão decidiu prosseguir com o processo de cassação.
 

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