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Estudante relata o drama da morte do irmão

22 MAR 10 - 08h:51
Com apenas 14 anos, o estudante Willian viu o irmão Nailton Martins de Lima, de 16 anos, ser assassinado a tiro, na tarde de sábado, na Capital. “Ele pediu para não atirar, mas eles (três assassinos) começaram a rir, pularam o muro e fugiram”, conta o adolescente. Segundo ele, ao ver a arma, Nailton chegou a pedir para chamar o pai. Nailton participava de uma partida de futebol na quadra da Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, onde estudava, no Jardim das Macaúbas. Em um determinado momento, a bola foi lançada para a lateral e, para tentar pegá-la, o adolescente correu, mas escorregou. “Ele colocou uma mão no chão e ergueu a perna, bem onde estavam os três guris”, relata Willian. Houve então uma discussão que terminou no assassinato. “Um dos guris ficou incentivando o outro a atirar”, conta o irmão da vítima. Nailton foi atingido no peito por um tiro e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu na viatura, a caminho da unidade de saúde. O vigia e pedreiro Ernesto Dário Viana, 44 anos, tio de Nailton, diz que o sobrinho morava com a avó, não tinha inimigos e, sempre que solicitado, ajudava familiares como servente. “Era um menino muito bom, estudava e trabalhava comigo”. No dia do crime, a escola estava aberta à comunidade por conta do projeto Escola Viva. Segundo Willian, cerca de 50 pessoas estavam no local. Autores Através do relato de testemunhas, a Polícia Militar conseguiu chegar a dois, dos três suspeitos pelo crime. Ambos são adolescentes de 17 anos, foram encontrados em casa e têm antecedentes criminais. Um deles negou participação no crime. Declarou que apenas escondeu o revólver calibre 38 utilizado no homicídio, para proteger o amigo. A arma foi encontrada dentro de um guarda-roupa da casa da tia dele. Ele responde pelos crimes de lesão corporal dolosa (com intenção) e ameaça. O outro suspeito, morador no Jardim Los Angeles, confessou que atirou em Nailton. O garoto tem antecedente por ameaça e envolvimento em briga. Ambos foram reconhecidos por testemunhas como autores do assassinato. A vítima não tinha passagens pela polícia. O adolescente gostava tanto de futebol, que foi enterrado vestido com a camisa do time por que torcia: o Flamengo. (NC)
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