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Campo Grande - MS, terça, 11 de dezembro de 2018

ESTIAGEM

16 ABR 2010Por 02h:12
NADYENKA CASTRO

A combinação de alta temperatura, falta de chuva e baixa umidade relativa do ar pode resultar em problemas respiratórios e causar corrida aos postos de saúde. Apesar de não chover desde o dia 2 em Campo Grande, de os termômetros registrarem, em média, 30º diariamente, e de a umidade estar em índices considerados preocupantes, ainda são poucos os pacientes à procura de inalação ou outro procedimento de combate a doenças respiratórias na rede pública de saúde. Para evitar ser vítima das doenças típicas de outono e inverno, é fundamental umidificar residências e locais de trabalho, ter alimentação saudável e ingerir líquidos.

Desde o início do mês não cai uma gota de chuva na Capital. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, uma massa de ar quente sobre Mato Grosso do Sul impede a chegada de frentes frias, que poderiam trazer “água” e aumentar a porcentagem da umidade relativa do ar. “Ainda não há previsão de chuva”, alerta Natálio. Segundo ele, a estiagem está no início, podendo perdurar por até cinco meses, com intervalos de poucos milímetros de chuva.

E como o tempo seco só está no início, a previsão é de aumento gradativo no número de pessoas com problemas respiratórios à procura de médicos nos postos de saúde. “Ainda não aumentou, mas a tendência é aumentar com a chegada do frio”, diz Cleyson Tormena, enfermeiro assistencial da unidade de saúde do Bairro Guanandy. Ele explica que a maior parte dos atendimentos continua sendo de homens, mulheres e crianças com sintomas da dengue.
Uma das pessoas que já podem estar com doença respiratória é a dona de casa Joelma dos Santos, 37 anos. Ela foi atendida na tarde de ontem, com dor de cabeça, tosse, espirros e nariz “trancado”. Há três dias Joelma não se sente bem e acha que as condições do tempo contribuíram para o aparecimento dos sintomas. Joelma conta que a filha dela, de 18 anos, é alérgica e nesta época do ano tem crises mais frequentes. Para reduzir as chances de uma infecção grave para toda a família, ela segue orientação médica. “Uso umidificador, que é o certo, e tomo muita água”.

Umidificar os ambientes, seja com aparelhos específicos, com água em baldes ou toalhas molhadas, é uma das orientações do clínico-geral Alberto Verão Luís Viana. Conforme ele, pessoas com alergias ou bronquites devem seguir rigorosamente as indicações para prevenir-se de infecções e crises. Ele explica que a falta de chuva e temperatura em alta ressecam as vias nasais e a partir daí surgem as doenças respiratórias.
De acordo com o médico, também é importante ingerir muita água, sucos naturais sem açúcar, evitar bebidas alcoólicas, xaropes, chás de ervas em excesso e a prática de exercícios físicos sem orientação de profissional especializado.

Umidade
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de segunda-feira (12) até ontem, Campo Grande registra a umidade relativa do ar mais baixa entre as capitais do País. Na quarta-feira chegou a ser o município com o menor índice, entre todos do Brasil. Ontem, o índice mais baixo na Capital do Estado foi de 28%, às 16 horas, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Além de Campo Grande, outros municípios de Mato Grosso do Sul aparecem no ranking do Inmet dos climas mais secos do País. São eles: Porto Murtinho, Maracaju, Sidrolândia e Chapadão do Sul.

Previsão
De acordo com o Inmet, a previsão para hoje é de tempo parcialmente nublado a claro, com temperatura mínima de 16ºC (na Serra de Maracaju e na região Sul) e máxima de 35ºC (no Pantanal). Para a Capital, o Inmet prevê termômetros marcando entre 20ºC e 33ºC.
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