sábado, 21 de julho de 2018

Fantasia de Soldado

Estátua viva arranca risos e olhares curiosos nas ruas

24 FEV 2011Por Evelyn Souza13h:25

Eles estão no centro da cidade chamando a atenção e levando alegria e descontração para quem passa pelas ruas. Além de ser uma profissão curiosa, esses personagens dispertam a curiosidade de todos. Estamos falando do trabalho de estátuas vivas.

O fato é que essa profissão pode ser admirada ou menosprezada pela população. Quem relata é Rosalino de Souza, de 36 anos que trabalha na área há cerca de um ano e seis meses.

Para trabalhar nessa atividade, Rosalino que é natural da cidade de Matelândia no Paraná, realizou um curso com duração de seis meses no Estado de São Paulo. De acordo com ele o trabalho é gratificante, porém, disperta maneiras diferentes de pensar. “Há quem goste e quem não goste. Existem pessoas que admiram e outras que acham que isso não é serviço, que eu deveria ir trabalhar”, relata.

“Há quem goste e quem não goste. Existem pessoas que admiram e outras que acham que isso não é serviço, que eu deveria ir trabalhar”.

O profissional conta que chegou a trabalhar em outras profissões aqui mesmo no Estado, onde mora há 26 anos. “ Eu gosto do que faço, é uma arte. Cheguei a trabalhar até de locutor de rádio, mas foi nessa área que me identifiquei”, diz.

Rosalino gasta cerca de 20 minutos para passar a tinta especial no corpo. Ele mesmo é quem se veste e se arruma. Com relação ao calor, ele desabafa. "Essa roupa é bem quente, mas já estou acostumado”.

“ Tem meses que chego a ganhar R$ 600, mas às vezes ganho bem menos”

O trabalho rende uma média de R$ 600 mensais para o artista, mas segundo ele isso é bem relativo. “ Tem meses que chego a ganhar R$ 600, mas às vezes ganho bem menos”.

Rosalino realiza um trabalho voluntário nas Ruas da Capital. Atualmente ele demostra a arte da Estátua Viva na Rua Dom Aquino durante o dia. Nos dias de quarta-feira, sexta-feira e aos sábados o trabalho do artista é apresentado na Feira Central da Capital após as 19h30min.

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