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SÃO PAULO

Estatais financiam 1º de Maio das centrais sindicais

24 ABR 11 - 12h:14Cláudia Rolli/Folha

Com custo estimado em cerca de R$ 5 milhões, seis centrais sindicais fazem dois megaeventos em São Paulo para comemorar o 1º de Maio e atrair pelo menos 2 milhões de trabalhadores às festas.

Os gastos serão parcialmente pagos com patrocínios de empresas estatais e privadas. A Petrobras destinará R$ 300 mil para o evento da CUT, com tema "Brasil-África", e R$ 300 mil para a festa única de cinco centrais sindicais --cujo slogan é "Dia do Trabalhador Unificado". O evento terá o sorteio de 20 carros e shows populares.

Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Eletrobras são algumas das empresas que devem fechar, nos próximos dias, os valores do patrocínio. As cotas variam de R$ 150 mil a R$ 200 mil.

Brahma, Casas Bahia, Carrefour, Pão de Açúcar, BMG, Bradesco e Itaú também devem contribuir, com cotas de R$ 80 mil a R$ 200 mil.

Na avenida Marquês de São Vicente, local da festa da Força em parceria com outras quatro centrais --UGT, CTB, CGTB e Nova Central-- são esperadas entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de pessoas.

O custo estimado pelos organizadores é de R$ 2,5 milhões a R$ 2,7 milhões.

"Nesse dia, vamos marcar a posição das centrais. Mas não será necessariamente uma festa de oposição ao governo, que tem atuado na área social", diz Ricardo Patah, presidente da UGT.
Para a festa unificada, as cinco entidades convidaram políticos de vários partidos.

A presidente Dilma Rousseff, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (de saída do DEM para o PSD) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão na lista de convidados.

FESTA AFRO

A CUT espera reunir cerca de 30 mil pessoas para comemorar o 1º de Maio no vale do Anhangabaú. O local foi definido na semana passada.

A central havia acertado com a prefeitura fazer o evento no parque da Independência, mas o Ministério Público do Estado de São Paulo obteve uma liminar para que o local não fosse ocupado.

Os organizadores não divulgam quanto devem gastar neste ano em que a programação da CUT começa no dia 25 de abril, com eventos culturais, e vai até o dia 1º de Maio. Empresas do setor de eventos estimam que a central deva gastar entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões.

Um dos destaques do dia é a participação do ator Dany Glover, que atuou em "Máquina Mortífera", convidado por ser ativista de causas humanitárias que envolvem o continente africano.
No dia 30 de abril também são esperadas 30 mil pessoas na feijoada --a preços populares-- e na roda de samba, também no Anhangabaú.

"A proposta é ir além da tradicional confraternização entre os trabalhadores e dar um passo para refletirmos sobre nossa condição de país afrodescendente e aprofundarmos a integração dos movimentos sociais e centrais sindicais brasileiros e africanos", diz Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP.

Em comum, as duas festas das centrais têm temas como a redução da jornada para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias.

A CUT afirma que também vai defender o fim do imposto sindical, que é arrecadado de forma compulsória e equivale a um dia de trabalho.

No ano passado, as seis centrais sindicais receberam juntas cerca de R$ 100 milhões. E não há legislação que as obrigue a divulgar o que fazem com os recursos
 

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