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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

nacional

'Estamos chegando e não teremos misericórdia', diz Kadafi a rebeldes

17 MAR 2011Por ESTADÃO20h:00

Em tom ameaçador, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, alertou os rebeldes que há um mês iniciaram uma revolta para derrubá-lo que as tropas do governo estão chegando a Benghazi, no leste do país, e "não terão misericórdia". O aviso de Kadafi foi feito nesta quinta-feira, 17, horas antes de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votar a imposição de zona de exclusão aérea sobre a nação africana.

Kadafi jurou retomar Benghazi, que desde o início da revolução tem sido a capital dos rebeldes. É na cidade, a segunda maior da Líbia, que operam os campos de treinamento das tropas contrárias ao ditador e o Conselho de Governo Provisório, órgão criado pelos insurgentes para controlar a região leste.

"Está decidido. Estamos chegando", disse Kadafi, que está há 41 anos no poder, ao anunciar a invasão. Segundo o coronel, haverá anistia para aqueles que "abandonarem as armas", mas para aqueles que não se renderem "não haverá compaixão ou misericórdia". "A cidade saberá se é feita de traidores ou heróis. Não me traia, amada Benghazi", completou o ditador.

Mais cedo, o porta-voz do Ministério da Defesa da Líbia os militares poderão atacar aviões civis e navios no Mediterrâneo se houver intervenção militar estrangeira. "Qualquer operação militar contra a Líbia vai expor todo o tráfego aéreo e marítimo no Mediterrâneo ao perigo. E qualquer tráfego civil ou militar será alvo de uma contraofensiva líbia. A bacia do Mediterrâneo será exposta a um perigo grave, não apenas no curto prazo, como também no longo prazo", disse o porta-voz, citado pela agência estatal líbia Jana.

ONU

A ONU vota às 19 horas (horário de Brasília) desta quinta-feira a resolução que autoriza a imposição da zona de exclusão aérea na Líbia. Se aprovada, a medida também que vai ampliar as sanções contra o país africano. O texto tambpem prevê tomada de "todas as medidas necessárias pela defesa dos civis líbios".

A zona de exclusão aérea é um pedido dos rebeldes líbios. Há um mês, eles se levantaram contra o coronel inspirados nas revoltas que derrubaram os regimes ditatoriais da Tunísia e do Egito no início do ano, mas as tropas leais ao ditador, melhor armadas e treinadas, reverteram a situação. Kadafi tem usado aviões para bombardear os insurgentes e por isso a zona pode auxiliá-los.

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