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LISTA SUJA

Estado tem 24 nomes no ranking do trabalho escravo

3 JAN 14 - 00h:00PATRÍCIA BELARMINO

Mato Grosso do Sul tem 24 empregadores na “lista suja”, publicada pelo Ministério do Trabalho e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, no fim de dezembro.
A lista é atualizada a cada seis meses e tem, ao todo, 579 nomes de empregadores flagrados na prática de submeter trabalhadores a condições análogas à de escravo, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

Conforme a portaria interministerial, atualizada no dia 30 de dezembro, desta vez foram incluídos 108 novos empregadores e reincluídos outros dois, em razão de determinação judicial.

Outros 17 empregadores tiveram seus nomes retirados da lista após cumprirem os requisitos administrativos exigidos pelo ministério.

Entre os nomes de empregadores sul-mato-grossenses presentes à lista estão empresários que atuam em diversas regiões do Estado, principalmente no ramo de carvoaria.

A maioria desses empregadores entrou para a lista negra no segundo semestre do ano passado.

Contudo, há nomes que constam no cadastro federal desde 2006. Um dos empregadores do Estado chegou a conseguir na Justiça a retirada do nome da fazenda no cadastro.

Conforme o Ministério do Trabalho, o estado do Pará apresenta o maior número de empregadores inscritos na lista, totalizando 26,08%, seguido por Mato Grosso com 11,23%, Goiás com 8,46% e Minas Gerais com 8,12%.

Um empregador passa a integrar o cadastro após decisão administrativa final relativa ao auto de infração, em que houve identificação de trabalhadores submetidos ao trabalho escravo.
Pela regra, é tido trabalho escravo quando o empregado não consegue se desligar do patrão por fraude ou violência.

Ou quando é forçado a trabalhar contra sua vontade e ainda quando é sujeito a condições desumanas.  

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