ECONOMIA

Estado recebe núcleo de política industrial

Estado recebe núcleo de política industrial
19/05/2010 06:18 -


Carlos Henrique Braga

Mato Grosso do Sul passou a integrar a Rede Nacional de Política Industrial, ontem, após assinatura de termo de cooperação entre setor privado e governos estadual e federal, que cria o núcleo local da rede.
A ideia, segundo o diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Clayton Campanhola, é “aproximar empresários dos instrumentos do governo federal”, como financimamentos a juros mais baixos e projetos de inovação. O Estado é o 18° a integrar a rede e, em um mês, definirá agenda de prioridades.  Na prática, o grupo pretende identificar e solucionar problemas em cadeias produtivas, como de calçados e vestuário, e impulsioná-las.
O foco será empresários emergentes, que empregam entre 80 e 100 pessoas, estão aptos a inovar, independentemente do governo, mas ainda não ganharam asas para exportar. Eles podem incrementar a receita de vendas externas, e turbinar a indústria local.
De acordo com Campanhola, MS distanciou-se do perfil agrícola, beneficiado pelo crescimento do País, e cresceu acima de média nacional. “A indústria agrega valor aos produtos do Estado e gera empregos de melhor qualidade”, analisa.
A missão de aplicar a política de desenvolvimento industrial por aqui é da Secretaria de Produção e Turismo (Seprotur) e da Federação das Indústrias (Fiems), que identificaram a necessidade de facilitar o caminho dos empresários à Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em 2008 pelo governo federal.
Essa política criou a rede a que MS passou a fazer parte. Ela tem papel de regionalizar ações governamentais, respeitando peculiaridades e necessidades estaduais e locais. A secretaria-executiva da PDP é coordenada pela agência, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Ministério da Fazenda. As metas são ampliar o investimento fixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), elevar o gasto privado em pesquisa e dinamizar micro e pequenas empresas exportadoras.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".