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COPA DO MUNDO

Espaço aéreo será diminuído no Mundial

17 MAR 14 - 00h:00FOLHAPRESS

Seguindo praxe adotada em grandes eventos, o governo vai restringir pousos e decolagens em aeroportos de algumas das cidades-sede da Copa do Mundo nos dias de jogos. As medidas terão maior impacto no Santos Dumont, do Rio, e nos aeroportos de Fortaleza, Manaus e Cuiabá.

As normas elaboradas pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), subordinado ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica, proíbem pousos e decolagens em aeroportos com distância inferior a 7,2 km dos estádios onde os jogos estiverem sendo realizados por um período médio de quatro a cinco horas.

A informação sobre as medidas foi publicada no domingo no jornal "O Globo".
O início da restrição se dará sempre uma hora antes da partida -exceto no encerramento do Mundial, quando o aeroporto Santos Dumont deixará de operar a partir de três horas antes do jogo, com restrição total de sete horas.

Opções

As opções nesses casos serão três: ou as companhias aéreas antecipam o voo, ou adiam ou mudam o local de embarque e desembarque para outro aeroporto. No caso do Rio, a primeira opção de remanejamento é o Galeão.

O mesmo ocorrerá em Cuiabá, Fortaleza e Manaus, que receberão menor número de jogos, mas que também terão seus principais aeroportos afetados.

Nesses casos, as autoridades sugerem aeroportos de Estados próximos.
Em Belo Horizonte (Pampulha) e Curitiba (Bacacheri), os aeroportos incluídos na área restrita são de pequeno movimento.

Em Brasília, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, não há qualquer restrição, segundo o documento do Decea, já que os aeroportos se situam a uma distância maior dos estádios.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, disse que ainda não recebeu o estudo do Decea, mas defende as regras sob o argumento de que são importantes para manter a segurança dos torcedores nos estádios. Segundo ele, ainda serão pensadas "soluções que diminuam ao máximo o desconforto dos passageiros". Ele também frisou que não haverá aumento de custos para os viajantes.

"Nem para passageiros, nem para as companhias. Apenas alguns voos não serão feitos naquele período determinado e vão ter de se adaptar", disse.

As empresas discordam: "O setor lamenta que essa decisão não tenha sido tomada antes da liberação da nova malha de voos elaborada para atender a demanda da Copa pois isso evitaria custos extras para as empresas e aborrecimento para os passageiros", afirmou o consultor técnico da Abear (Associação das Empresas Aéreas), Adalberto Febeliano.

A Folha apurou, no entanto, que as empresas já sabiam que o governo iria tomar essa decisão há cerca de um mês e, portanto, teriam parado de vender os bilhetes para os voos afetados pelas restrições no espaço aéreo.

Os novos pedidos de voos extras feitos pelas empresas já teriam isso em mente. As medidas afetam, portanto, os voos cuja venda estava liberada já há mais tempo (um ano antes).

Sites

Em uma busca nos sites das companhias aéreas ontem, a reportagem encontrou voos à venda no aeroporto Santos Dumont no horário restrito (13h às 20h) em 13 de julho, data da partida final da Copa do Mundo, na Gol, na TAM e na Azul.

A Gol informou que só pode retirar os voos do sistema quando for notificada oficialmente pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o que ainda não ocorreu. Já a TAM não respondeu até o fechamento desta edição. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a Azul.
O estudo do Decea não tem estimativa de passageiros ou voos afetados. Moreira Franco também disse não possuir esse dado.

Espaço aéreo

Restrições do espaço aéreo são a norma em grandes eventos. O que varia é a duração da restrição e o raio de extensão da mesma.

O objetivo principal é evitar ataques terroristas, pois nesses grandes eventos, como abertura e final da Copa do Mundo, há sempre a presença de chefes de Estado.
A medida vale tanto para voos comerciais como para jatos executivos. 

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