Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Preço

Escassez provocou aumento de feijão e carne

14 NOV 2010Por Carlos Henrique Braga02h:10

Alimentos flutuam de preço durante o ano, dependendo da safra e do clima. Mesmo na cidade, a dependência do campo é extrema. Na entressafra, quando a produção para, a falta do produto liga a turbina dos valores. Economistas chamam isso de "o poder da escassez", que se aplica a tudo, do bife ao aluguel. Neste ano, faltou boi no pasto para abate e a chuva piorou a situação. Os preços devem normalizar-se quando a oferta ganhar corpo.

O agravante, na opinião de especialistas, foi o abate exagerado de fêmeas nos anos que se seguiram à febre aftosa. Pecuaristas dizem ter sido obrigados a abater para aumentar ganhos, que andavam em baixa. Sem as matrizes, novos animais deixaram de nascer. Assim, o rebanho de Mato Grosso do Sul, que caminhava para os 25 milhões de cabeças, é estimado em 18 milhões pelo setor, abaixo do número oficial do Ministério da Agricultura (21,7 milhões).

O feijão também é guiado pela mesma lei da escassez, mas é outro caso. O grão não tem grande valor mundial, mas tem presença na mesa do brasileiro, por isso quase toda a produção fica no País. Como a seca castigou as lavouras, faltou feijão nas cerealistas e, já se sabe que o preço subiu. A partir de outubro, quando começa nova safra, os valores retomam a linha descendente. (CHB)

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