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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Epigenética é a ciência do futuro

24 FEV 2010Por 07h:00
Há 15 anos estudando o mundo microscópico das células, a doutora Lilian Eça não se cansa de dizer que está impressionada com esse mundo invisível. Para a pesquisadora, toda melhoria da qualidade de vida do paciente está neste microambiente, ainda que estejamos na era da macroscopia, da ressonância magnética e de todas as tecnologias em aparelhos imensos de diagnóstico. “Mas eu faço o quê com o laudo de um tumor maligno identificado por esses aparelhos? indaga a médica, para em seguida continuar sua defesa em torno da epigenética. “Há 15 anos fomos em busca de algo que pudesse melhorar a qualidade de vida destes pacientes, descobrimos o genoma e, junto a esta descoberta, começamos a estudar o microambiente celular e através dele entender o mecanismo que vai afetar sua célula”, descreve. Por meio destas pesquisas, diz a doutora Lillian, já se identificou que pessoas que acordam mal-humoradas, respiram metais pesados, comem muito agrotóxico, são cronicamente estressadas, dão sinais para suas células de que elas fiquem doentes. “Aí é que estão os grandes segredos. Por isso que a célula-tronco é a grande rainha, porque está pura, virgem”, continua. Exatamente com este pensamento é que a doutora afirma ser possível um transplante de sucesso, mesmo em quem apresentar a doença mais tarde. “Ainda que o gen da doença esteja neste sangue, as células foram criopreservadas e não sofreram a ação do meio externo, são puras e têm grandes chances de salvar muitas vidas”, conclui a doutora. (SC)
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