Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, terça, 23 de outubro de 2018

Enxurrada volta a castigar a Capital

2 ABR 2010Por 21h:01

Flávio Paes

 

Os 43 milímetros de chuva que caíram em Campo Grande, entre as 11 e as 13h40min de ontem, trouxeram de volta cenas que já se tornaram rotineiras neste ano, marcado por muita chuva: ruas transformadas em autênticos "rios" de enxurrada, casas alagadas e até um hipermercado – o Fort Atacadista da Avenida Ernesto Geisel – que ficou duas horas fechado. A chuva de ontem correspondeu a quase metade do índice previsto para abril, que são 90 milímetros. Entre as 21h de quarta-feira e as 13h30min de ontem choveu em Campo Grande 105 mm.

Moradores de bairros como o Jockey Clube, Marcos Roberto, Piratininga, Santo Amaro e Santo Antônio ficaram ilhados dentro de casa. Esta situação foi vivida por moradores da Rua Ouro Negro (na Jockey) e na Rua Jorge Chacha (na Piratininga). Na Rua das Hortênsias, o analista de sistema, Sérgio Rodrigues, fez um protesto bem-humorado contra os alagamentos: atravessou de caiaque a lagoa que se formou na frente de sua casa.

Nas regiões sem asfalto, como São Conrado, Santa Emília, imensas poças se estendem do meio das ruas até os quintais. Os ônibus do transporte coletivo tiveram de mudar o itinerário para escapar do risco de ficarem atolados.

Nas proximidades do Fort Atacadista, a força da enxurrada levou parte do barranco do Rio Anhanduizinho, destruindo uma pequena faixa do asfalto.

Desta vez a chuva não trouxe impacto sobre a região de influência da Rua Ceará, Avenida Ricardo Brandão, Shopping Campo Grande, onde a Prefeitura terá de investir R$ 20 milhões para recuperar os estragos provocados pelo temporal do último dia 27 de fevereiro, quando o índice pluviométrico atingiu 88 milímetros em 90 minutos. Ontem choveu 43 milímetros, ao longo de duas horas e 40 minutos. Aconteceram alagamentos pontuais na Avenida Mato Grosso no cruzamento com a Rua Rio Grande do Sul.

O maior volume de chuva (62,2 milímetros ) foi registrado entre 21 horas de quarta-feira e as duas horas da madrugada de ontem na região oeste (saída para Corumbá). Em alguns trechos das avenidas Júlio de Castilho (na esquina com a Presidente Vargas) e Duque de Caxias (em frente à Base Aérea e proximidades da Praça Newton Cavalcanti), acumulou-se tanta água que o trânsito ficou interrompido. Os veículos dos motoristas que tentaram atravessar as poças d’água ficaram cobertos quase até o teto.

O secretário municipal de Infraestrutura, João Antônio de Marco, diz que esses problemas pontuais com drenagem – na saída para Corumbá e a região do Jockey Clube - só vão ser resolvidos com o redimensionamento da atual drenagem. A retirada dos trilhos da Rede Ferroviária para a construção da Via Morena acentuou o problema. "Os trilhos funcionavam como uma barragem de contenção da enxurrada", lembra. Por enquanto, o município não tem recursos para resolver o problema. "Esperamos incluir a obra na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC", informou.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também