Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

SAÚDE

Enxaqueca: uma dor de cabeça sem fim

2 OUT 2010Por 22h:00

DA REDAÇÃO

Quando falamos em enxaqueca, logo nos vem a lembrança uma dor de cabeça. Mas ao contrário do que muitos pensam, não é qualquer dor de cabeça que pode ser chamada de enxaqueca. Normalmente os sintomas são dores considerados muito fortes, pulsátil e atinge sempre um lado da cabeça por vez. Segundo o neurologista Luiz Fernando Haikel Júnior, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (SP), quando não tratada, a crise de enxaqueca pode durar de quatro a 72 horas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, existem 150 tipos de dores de cabeça, mas apenas seis são classificadas como enxaqueca, atingindo 12% da população em geral. Quem mais sofrem são as mulheres em período fértil, como as grávidas e as que já alcançaram a menopausa.

Segundo reportagem publicada pelo Portal Terra, é comum que outros sintomas acompanhem as crises de enxaqueca como náusea e vômito. O paciente também pode sofrer com fotofobia, que a aversão a luz ou outras aversões como aos cheiros e sons, por exemplo.

Em pelo menos 20% dos indivíduos que sofrem com esse mal, podem surgir sintomas neurológicos antes mesmo da dor em si começar, como manchas no campo visual, tontura, entre outros.

As causas da doença normalmente não são conhecidas, conforme explica o médico Luiz Haikel. Ele explica ainda que algumas teorias afirmaram que a pessoa que desenvolve essa dor intensa tem alterações na região do cérebro que é responsável pela percepção da dor.

Pouco sono ou sono fora de hora, determinados alimentos, cheiros fortes, ciclo menstrual, exposição ao sol, esforço físico, bebidas alcoólicas, estresse físico e emocional, tudo isso são fatores que podem desencadear crises de enxaqueca.

O especialista lembra que não se pode afirmar que o mal tenha uma cura definitiva, mas há o tratamento que permite um controle e que deixe o paciente livre durante anos.

A explicação publicada pelo Portal revela que o tratamento consiste em duas partes: combate da dor na fase aguda (crises) e profilaxia (prevenção da doença). Para saber qual é o mais adequado, é necessária uma pesquisa por parte de um especialista. "A dor de cabeça é um sintoma muito comum, por isso o diagnóstico depende dessa investigação", explica Luiz Fernando.

Espera-se que o paciente precise de interferências apenas na fase mais aguda da doença. Neste caso, analgésicos e anti-inflamatórios devem bastar. O tratamento profilático deve ser aplicado somente a quem apresenta quatro ou mais crises por mês ou quando a dor é tão intensa que não passa com os medicamentos habituais.

"A prática de atividades físicas moderadas e regulares também é recomendada, pois é um mecanismo de regulação da dor, além de aliviar o estresse que pode facilitar a enxaqueca".

Luiz Fernando ressalta que, como a doença é incômoda e impede que a pessoa desenvolva suas atividades diárias normais, a maioria dos afetados coopera e anota tudo direitinho no diário. Isso é bom, pois dessa forma a enxaqueca é controlada mais rapidamente.

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