segunda, 16 de julho de 2018

SELIC

Entenda como o aumento da taxa pode afetar sua vida

21 JAN 2011Por INFOMONEY00h:02

Confirmando as expectativas do mercado, que já apostava em um aumento da taxa básica de juros, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou na última quarta-feira (19) mais uma elevação da taxa Selic, de 0,5 ponto percentual, fazendo com que a taxa básica de juro passe a 11,25% ao ano.

A medida, segundo nota publicada pelo Banco Central, somada a outras ações do governo, contribui para que a inflação fique dentro da meta. Contudo, diante de tais notícias, muita gente pode se perguntar: “mas, afinal, como esta decisão efetivamente afeta a minha vida?”

De acordo com o professor de finanças da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), Fábio Gallo, a resposta a esta pergunta passa por diversos fatores, entre eles, o fato da pessoa estar endividada ou com o orçamento sob controle.

Impacto
De modo geral, todas as pessoas são afetadas pela queda, ou, como neste caso, aumento da Selic.

Para se ter uma ideia, segundo a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a elevação da taxa irá extrair cerca de R$ 3 bilhões este ano do consumo das famílias e dos investimentos das empresas.

Entretanto, a nível individual, o impacto do aumento dos juros pode acabar sendo melhor ou pior, dependendo do perfil enquanto consumidor.

Endividado e sob controle
Se a pessoa está atrasada com as contas ou não consegue juntar dinheiro para fazer suas compras à vista, por exemplo, o aumento da Selic é uma preocupação a mais. Isso porque, explica Gallo, ao elevar os juros, o Copom acredita poder conter a inflação de demanda, ou seja, o aumento dos preços causado pelo excesso de consumo. A ideia básica é restringir o consumo por meio do encarecimento dos empréstimos.

Dessa forma, já que a Selic é usada como referência na determinação dos juros cobrados pelos bancos aos consumidores, sua elevação torna mais caro emprestar dinheiro. Diante disso, a população tende a consumir menos, o que ajuda a conter o aumento dos preços.

“O crédito encarece e os prazos encurtam, o que freia o consumo e, por consequência, os preços, o que é bom para a economia, mas penaliza aqueles que têm dívidas ou precisam tomar crédito”, diz.

Por outro lado, quem está com o orçamento sobre controle e ainda por cima possui algum tipo de investimento, talvez, não sinta tanto o aumento da Selic e ainda tire, ao menos por enquanto, alguma vantagem disso. O motivo é que os investimentos devem render mais, especialmente os pós-fixados, e até mesmo a poupança.
 

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