Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

FINANÇAS

Endividamento das famílias cai na Capital

24 NOV 2010Por DA ASSESSORIA17h:50

O percentual de famílias endividadas em Campo Grande diminuiu pelo segundo mês consecutivo, desta vez de 60%, em outubro, para 59%, neste mês de novembro, conforme mostra a pesquisa divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio do Comércio de Bens, Serviços e Turismo ).

“As pesquisas têm mostrado um consumidor mais planejado do que em anos anteriores, inclusive que procura reservar parte dos ganhos para eventuais despesas. Em nossa pesquisa sobre o Natal e 13º salário, constatamos que 17% dos entrevistados vão poupar parte do benefício natalino, além de 15% já reservarem parte do dinheiro para as despesas de início de ano”, ressalta o presidente da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul), Edison Ferreira de Araújo.

O total de famílias endividadas diminuiu de 149.002 a 146.729 de outubro para novembro e o número de famílias com contas em atraso caiu de 82.174 a 80.034. “O consumidor está colocando as contas em dia, diante da proximidade do Natal e do início do próximo ano, período em que as contas se avolumam por conta dos impostos como IPVA e IPTU e as matrículas escolares”, diz Edison.

O presidente destaca que o consumidor tem procurado comprar à vista, para não arrastar dívidas. Para ele, as restituições de imposto de renda também têm sido importantes para o consumidor organizar as finanças. Edison Araújo alerta o consumidor que é preciso cautela porque o endividamento em períodos sazonais, como o Natal, pode complicar a situação financeira ao longo do ano. “É importante separar o limite de crédito da renda mensal, pois parcelamentos ao máximo do nível de crédito podem comprometer o pagamento das despesas correntes mensais”, afirma Edson.

Se por um lado o nível de endividamento tem caído, aumentou consideravelmente a parcela de famílias endividadas que alegam não ter condições de pagar, passando de 7% a 12%. Em números absolutos o salto foi de 17.821 a 30.630 famílias nesta situação. A maior parcela tem renda familiar de até 10 salários mínimos.

Quando questionadas sobre o principal tipo de dívida que têm no momento, 60,9% das famílias apontaram o cartão de crédito, 32,7% têm dívidas no carnê,; 13,5% no crédito pessoal e 9,1% estão comprometidos com financiamento de carro. Há, ainda, 5,4% que têm financiamento da casa para pagar e 4,7% que estão usando o cheque especial.

Para a maioria das famílias entrevistadas, ou seja, 37%, o tempo de comprometimento com a dívida é superior a um ano. Neste caso, as famílias com maior renda fizeram compromissos por prazos mais longos, 50% delas disseram que a dívida tem mais de 12 meses de duração. Quanto à parcela comprometida com a dívida, 56,6% das famílias entrevistadas apontaram que varia de 11% a 50%.

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