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sábado, 23 de fevereiro de 2019 - 18h13min

Empresas questionam restrições aos voos

19 ABR 10 - 07h:14
Londres

Empresas aéreas europeias questionaram ontem os critérios para a proibição de voos em grande parte do continente, depois de o embargo ter sido prorrogado até esta segunda-feira.
Essas empresas já perderam milhões de euros devido à erupção de um vulcão na Islândia, que lançou uma enorme nuvem de cinza vulcânica no ar e forçou autoridades a proibir o tráfego aéreo em várias partes da Europa.
A Eurocontrol, organização responsável pela segurança aérea no continente, disse que, ao final deste domingo, o número total de voos cancelados desde o início da proibição, em 15 de abril, deveria chegar a 63 mil.
Os questionamentos foram motivados pela realização de voos-testes bem-sucedidos por empresas como Air France-KLM e Lufthansa. A British Airways informou que estava aguardando autorização para realizar um voo teste no domingo.
As alemãs Lufthansa e Air Berlin criticaram o que eles chamaram de falta de pesquisa científica. Segundo o porta-voz da Air Berlin, Hans-Christoph Noack, a decisão de fechar o espaço aéreo foi tomada exclusivamente com base em uma simulação de computador. “Não foi usado sequer um único balão meteorológico para medir a quantidade de cinza vulcânica no ar”, disse.
Axel Raab, porta-voz da agência nacional de segurança aérea da Alemanha, defendeu a decisão, alegando que ela seguiu regras internacionais e relatórios de serviços meteorológicos. Autoridades alemãs autorizaram a decolagem de aviões em aeroportos de Berlim, Hamburgo, Hannover, Erfurt e Leipzig até as 18.00 GMT (15h de Brasília) de domingo.
A British Airways, uma das empresas mais afetadas pela proibição, cancelou todos os voos que partiriam de Londres no domingo e na segunda. No Reino Unido, o espaço aéreo ficou fechado pelo menos até 00 00 GMT (21h de Brasília) de ontem. Na Irlanda, o embargo vale até pelo menos 12.00 GMT (9h de Brasília) de segunda-feira. Na França, os aeroportos do norte do país ficariam fechados até 06 00 GMT (3h de Brasília).

Incertezas
Fortes tremores vindos do vulcão ameaçaram centenas de viajantes que atravessavam o país neste domingo, 18, quando erupções jorraram inúmeras cinzas para o céu.
A poeira, que seguiu em direção ao sul da Europa, poupou a capital Reykjavik e outros centros populacionais islandeses. No entanto, atingiu áreas em que vivem muitos fazendeiros.
O escritório de meteorologia da Islândia afirmou que os tremores se tornaram mais intensos de sábado para domingo, mas a coluna de cinzas tem diminuído para cerca de 4 a 5 quilômetros, bem menor do que os 11 quilômetros de  dias anteriores.
“Nós estamos vendo sinais mesclados. Há algumas pistas que mostram que a erupção vai diminuir e outras que ela não está melhorando”, disse a Reuters o geofísico Einar Kjartansson, do escritório de meteorologia da Islândia.
Um ponto positivo para as pessoas da área é que não há ameaça direta de fluxos de lava.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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