segunda, 23 de julho de 2018

CONSTRUÇÃO

Empresas geram mais de R$ 65 milhões

25 NOV 2010Por Rose Rodrigues16h:30

Cerca de 97 empresas da construção civil se reuniram ontem em Três Lagoas para uma rodada de negócios realizada pela Prefeitura e pelo Sebrae. De acordo com o balanço do SEBRAE, este encontro movimentou mais de R$ 65 milhões em negócios entre as empresas participantes. Esta foi a terceira rodada de negócios, realizada na sede do SEBRAE local, sendo que as duas primeiras foram multisetoriais e geraram mais de R$ 45 milhões em negócios.
A partir do próximo ano até 2014, o município de Três Lagoas deve viver um novo “boom” na área da construção civil. A cidade já começou este mês a receber trabalhadores de outros Estados, especialmente da região Norte e Nordeste, que vão trabalhar na construção de quatro novas indústrias que serão instaladas na cidade. A maior delas, a Eldorado Celulose e Papel, já começou as obras de terraplanagem e deve empregar cerca de sete mil homens no pico da construção. A fábrica de Fertilizantes da Petrobras deverá contratar cinco mil trabalhadores durante o pico das obras, que serão concluídas em 2014. Já a Siderúrgica Três Lagoas (Sitrel) vai contar com dois mil trabalhadores em sua construção programada para 2012 e a ampliação da Fibria também vai envolver dois mil homens, a partir de 2013, para a implantação da nova unidade.
Com isso a cidade deve receber mais de R$ 10 bilhões em investimentos nos próximos anos incluindo industrias e fornecedores. O assunto foi discutido nesta quarta-feira, em Três Lagoas, durante a rodada de negócios realizada pelo Sebrae e Prefeitura. Mais de 90 empresas de diversos segmentos ligados direta ou indiretamente ao setor da construção civil.
Além de 60 empresas ligadas ao setor, com endereço em Três Lagoas, também participaram da rodada empresas da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, principalmente aquelas que possuem filiais na cidade.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Marco Garcia de Souza, afirmou que é importante que as indústrias instaladas no município busquem aqui seus fornecedores. Isso agrega desenvolvimento à cidade, dando oportunidade para grandes e pequenas empresas.
Para a coordenadora do Sebrae em Três Lagoas, é necessário esse encontro, já que a cidade está em pleno desenvolvimento e tem muito espaço para ações na construção civil, tanto na expansão de empresas quanto em moradia e habitação. Segundo ela, a rodada reuniu muitos profissionais como engenheiros, arquitetos, areeiros, vidraçarias, serralherias, empreiteiras, empresas de recrutamento de pessoal, da área de segurança e de jardinagem.
Ela destacou que a necessidade de uma rodada específica para o setor da construção civil surgiu com a 2ª Rodada de Negócios Multissetorial, que aconteceu em junho de 2010 em Três Lagoas e movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em negócios até o próximo ano. “Nós identificamos que boa parte desse valor era referente à construção civil”, conta Márcia. “Então, para essa nova rodada, esperamos que o volume de negócios seja ainda maior”, afirmou.
Desde o “boom” na época da construção das fábricas de Papel e Celulose da International Paper e Fibria (antiga VCP), em 2008, o município de Três Lagoas convive diariamente com a falta de mão de obra na construção civil. A situação piorou muito desde a época da construção das fábricas de Papel e Celulose da International Paper e Fibria (antiga VCP). A partir de 2008, este tipo de profissional vem sendo disputado e o preço da diário pulou de R$ 30 para R$ 80.
Além da demanda crescente nas nove agências de empregos, no Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (CIAT), aumenta a cada dia a procura por profissionais da área, principalmente pedreiro. Também são muito solicitados marceneiros, azulejistas e eletricistas.Mato Grosso do Sul possui atualmente um déficit de 10 mil trabalhadores na área de construção civil.
Em Três Lagoas a carência é de pelo menos 500 profissionais, conforme dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).

Leia Também