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Empresas aéreas internacionais reduzem voos para a Venezuela

17 MAR 14 - 17h:00AGÊNCIA BRASIL

Mais de 40% das companhias aéreas internacionais com voos para Caracas, capital da Venezuela, reduziram a oferta de lugares em aviões para aquele destino, devido à impossibilidade de repatriar o capital correspondente à venda de tíquetes, de acordo com dados da Associação de Linhas Aéreas na Venezuela (Alav).

A informação foi divulgada hoje (17) pela Agência Lusa e jornais locais venezuelanos. Segundo a Alav, 11 das 26 empresas aéreas que operam para Caracas reduziram a oferta de assentos. As empresas alegaram que, em alguns casos, a redução chegou a 80% da capacidade.

O propósito seria “diminuir os gastos, para continuar operando”. A Alav afirma que tem uma dívida de 3,7 bilhões de dólares a receber do governo venezuelano. Com o controle de câmbio desde 2003, o repasse das passagens vendidas no país depende do governo.

A empresa portuguesa TAP, afirmou à Agência Lusa, que mantém só três voos semanais para o país. A colombiana Avianca também anunciou que, a partir de 7 de abril, voará com menos de 66% de lugares disponíveis, e que suspenderá o vôo diário entre Caracas e San José da Costa Rica.

A Aeroméxico, que até dezembro do ano passado tinha um voo diário com capacidade para 212 passageiros, reduziu para quatro frequências por semana. e oferece apenas 160 lugares por operação. A Lan Peru, Copa Airlines, Air Canadá, Air France e Lufthansa também reduziram as ofertas de vagas.

Segundo a imprensa venezuelana, a empresa brasileira Gol é a única linha aérea que aumentou (em 58%) o número de frequências para a Venezuela, passando de sete para dez voos semanais entre Caracas e São Paulo.

Na semana passada, o presidente Nicolás Maduro anunciou que tomará "medidas severas" contra as linhas aéreas estrangeiras que deixem de operar no país ou reduzam o número de voos para a Venezuela.

"Não há nenhuma desculpa para que as linhas áreas reduzam voos para a Venezuela. Eu digo aos donos das linhas aéreas internacionais que quem se for do país nesta conjuntura, não voltará até novo aviso. Contra quem reduzir voos para a Venezuela tomarei medidas severas, porque faz parte dessa guerra que nos querem fazer. Teremos forças para substituir [essas companhias aéreas]. Para isso temos a nova Conviasa", disse Nicolás Maduro.

A Agência Brasil esteve em Caracas, na primeira quinzena de março, e constatou que os voos estavam com menos de 30% de ocupação no trecho entre Bogotá e Caracas, em horários distintos, e uma comissária ded bordo ressaltou que “antes, esses voos eram lotados. Agora quase nunca são preenchidos todos os assentos, especialmente nos voos de chegada à Caracas”.

*Com informações da Agência Lusa

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