Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

lado positivo

Empresários pagam menos por maquinário importado

8 NOV 2010Por Carlos Henrique Braga03h:20

A valorização da moeda brasileira tem seu lado positivo: importadores pagam menos para equipar o parque industrial e pela matéria-prima. O setor têxtil, acelerado em Mato Grosso do Sul, por exemplo, se beneficia com a compra de insumos e máquinas mais baratas.

Por causa deles, a prece da indústria é para que o dólar transite ao redor de R$ 2. "Isso dá equilíbrio às exportações e importações, com dólar muito baixo nosso produto fica barato demais, mas se estiver muito alto, a indústria, que precisa comprar de fora, não anda", avalia o presidente Fiems, Sérgio Longen.

A gerente da unidade na Capital da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex), Andréa Afif Elossais, acredita que R$ 1,70 é confortável para a indústria. Abaixo de R$ 1,55, o sinal vermelho acende.

Para ela, empresários precisam olhar com bons olhos o mercado sul-americano, ainda pouco explorado por gigantes exportadores do Estado. O comércio com outros países ainda é território desconhecido à maioria dos empresários locais. "É preciso entender a exportação como opção para ganhar mercado, principalmente para médias e pequenas empresas", indica.

A maioria dos que vendem para fora, prefere a exportação indireta, na qual as mercadorias são enviadas a outros estados, como São Paulo e Paraná, de onde seguem para os destinos. Eles fazem isso porque se sentem mais seguros com alguém que faça a mediação, mas dessa forma o produto vendido entra na lista de exportações de outros locais. "Se a exportação direta crescesse, com certeza nossa balança comercial poderia sair do negativo", diz diz Andréa. (CHB)

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