Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

VÍTIMA QUEIMADA

Empresário confessa morte de arquiteta

8 JAN 2011Por anahi zurutuza00h:00

Luiz Afonso de Andrade, 42 anos, confessou o assassino da mulher Eliane Nogueira de Andrade, 39 anos, e vai a júri popular. Após quase duas horas de depoimento, prestado ao juiz Carlos Alberto Garcete, na tarde de ontem, o empresário admitiu ter asfixiado e depois ateado fogo ao corpo da arquiteta. Eliane foi encontrada carbonizada dentro do próprio carro, na Rua Manoel Nobrega, Bairro Vilas Boas. O crime aconteceu na madrugada do dia 2 de julho do ano passado.

De acordo com o advogado, Rui Gibim Lacerda, que defende Luiz Afonso, o empresário contou todos os detalhes sobre o dia do crime. A cronologia é semelhante ao que foi apurado inicialmente pela Polícia Civil. Segundo Lacerda, Luiz Afonso contou que, embora estivesse separado há três dias da arquiteta, o casal foi a uma festa juntos no dia 1º de julho. Na mesma noite, Luiz e Eliane saíram para jantar com um outro amigo, mas como o restaurante estava fechado o empresário foi deixá-la em casa.

No caminho, os dois iniciaram uma discussão e na Rua Antônio Maria Coelho (não disse a altura) desceram do carro e começaram a se agredir. Foi então que Afonso afirma ter dado uma “gravata” na mulher até que ela ficasse desacordada.

Desnorteado, ele disse que foi até o escritório, na Rua Dr. Arthur Jorge, trocou de roupa, pegou uma embalagem contendo águarrás, deu voltas na cidade com o carro de Eliane, parou na conveniência da Avenida Três Barras, comprou fósforos, cigarros e chiclete.

O empresário afirma que achava que a mulher estava morta e, por isso, jogou o líquido inflamável no veículo na tentativa de suicidar-se, desesperado por ter matado a esposa. No entanto, segundo disse em depoimento, não  conseguiu permanecer dentro do carro quando a chamas começaram a ficar altas.

Esta foi a terceira e última audiência do caso. Ontem, advogados de defesa e promotoria tiveram oportunidade de fazer as alegações finais e ficou definido que Luiz Afonso vai a júri popular pelo crime.

 

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