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Empresa pode esbarrar na falta de profissional qualificado do setor

29 JUL 10 - 23h:16
ADRIANA MOLINA

Multinacional do setor de tecnologia da informação que vai instalar centro de serviços técnicos em Campo Grande pode esbarrar na falta de profissionais qualificados nesse setor. A empresa sabe disso e, como outros negócios que chegam para operar em ramos inéditos por aqui, também pediu à prefeitura apoio para formalizar convênios com universidades. No primeiro semestre, enviou representantes para conhecer cursos de tecnologia em universidade local. A companhia, que não quer ter seu nome divulgado, deve contratar até 500 funcionários na área de computação. A previsão é começar a operar em janeiro de 2011.
A Capital tem 13 cursos de formação ligados ao setor,  porém, o volume de alunos que concluem as graduações é pequeno e, os que se formam, geralmente já têm emprego garantido dentro ou fora do Estado. O cenário torna difícil a disponibilização desse montante de profissionais a curto prazo, em menos de seis meses.
“Pela dificuldade do curso, muitos desistem pelo caminho. As turmas começam cheias e terminam com poucos. No ano passado, por exemplo, formamos oito alunos em engenharia da computação, todos saíram empregados, quatro com trabalho garantido fora, pois é um mercado de grandes oportunidades”, explica o coordenador de engenharia da computação, tecnologia em redes e tecnologia em análise de sistemas da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Alexsandro Carneiro.
Segundo ele, a instalação da gigante norte-americana pode ser positiva no aspecto de valorização dos profissionais, que com a grande oferta de vagas e pouca demanda de mão de obra, poderão ter salários maiores e investimentos em qualificação. Representantes da empresa estiveram na universidade no primeiro semestre deste ano para conhecer o trabalho de formação dos alunos e observar se as grades curriculares atendem as necessidades da multinacional.
Já o chefe do departamento de sistemas de computação da Faculdade de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Irineu Sotoma, que forma em média 25 alunos por ano, acredita que a empresa terá de trazer profissionais de fora de Campo Grande para atender à demanda. “A chegada dessa multinacional seria muito boa para o setor, que não é tão desenvolvido no nosso Estado. Traria desenvolvimento. Mas não sei se teríamos toda essa mão de obra aqui . Hoje, os que se formam logo encontram emprego, ou continuam nas empresas em que faziam estágio”, pondera.

Empresa
A multinacional negocia com a Prefeitura de Campo Grande incentivos do Programa de Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes) para efetivar a instalação. Foram pedidos benefícios fiscais e infraestrutura diferenciada.
A Secretaria de Desenvolvimento (Sedesc) ofereceu uma área junto ao Datacenter do Instituto Municipal de Tecnologia de Informação (IMTI), no Bairro Amambaí. Também entrou no acordo a isenção dos impostos Sobre Serviços (ISS) e Predial e Territorial Urbano (IPTU), como manda a cartilha desenvolvimentista da administração.
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