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Emissoras alegam 'insegurança' em licitação do C13

28 ABR 2011Por terra00h:41

Representantes das redes Globo e Record defenderam nesta quarta-feira, em audiência pública no Senado, em Brasília, a decisão de não participarem da licitação aberta pelo Clube dos 13 em relação aos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir do ano de 2012. Única a apresentar proposta, a Rede TV! venceu o processo.

"Não havia consenso, prosperidade daquelas boas atuações que o C13, em nome dos clubes, tentaram colocar no mercado. Infelizmente, algumas organizações, em algum momento, passam por desorganizações. Espero que seja tudo restaurado pelo bem do futebol", disse Evandro Guimarães, vice-presidente das Organizações Globo, que também justificou a decisão da emissora em negociar diretamente com os clubes a venda dos direitos.

"Os direitos são dos clubes. Os clubes têm que defender, comercializar e ter egoísmo empresarial de escolher as melhores propostas e as melhores opções. Havia insegurança jurídica para redes do porte de Globo, Record e Bandeirantes em empenhar os custos".

Paulo Calil, que representou a Record na audiência, também citou o racha das agremiações com a entidade para explicar os motivos de a emissora ter decidido não enviar proposta pouco antes de o Clube dos 13 anunciar o vencedor.

"Instaurou-se um clima de insegurança jurídica tão grande que era impossível nos comprometermos. Os clubes se manifestaram publicamente que não participariam da concorrência. Mas continuamos desejosos em transmitir o Brasileiro e levar o futebol a todos os cantos, mais do que se faz hoje", disse.

Do outro lado, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, e Kalled Adib, representante da Rede TV!, defenderam a licitação. "Não tinha outra alternativa ao C13 a não ser fazer a licitação. A negociação coletiva otimiza o processo, democratiza a negociação de clubes menores. Não excedi limites que me foram outorgados", disse o dirigente.

"Nós ganhamos a licitação do Clube dos 13. Ninguém depois pode ir lá, fechar com 15 clubes e depois dizer que está tudo fechado", completou Adib. "Teve algo mais transparente do que o que aconteceu no Clube dos 13? A imprensa toda estava lá, fomos sabatinados. Não houve um clube que não foi convidado".

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