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terça, 19 de fevereiro de 2019 - 22h15min

Embrapa teme decoada e retira peixes de tanques

24 FEV 10 - 06h:27
A Embrapa Pantanal antecipa- se a chegada da decoada no Rio Paraguai, cujo nível continua subindo em função do período de cheia na planície pantaneira, esvaziando os doze tanques-rede do projeto de piscicultura que desenvolve desde 2009 em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Colônia de Pescadores Z-1. Os peixes estão em fase de abate. A decoada – fenômeno natural que ocorre quando o Paraguai supera os 3,50 metros, provocando mortandade de peixe devido à redução drástica de oxigênio na água – é um fator limitante à piscicultura no Pantanal e está sendo levado em conta no experimento com criatório de cachara que a unidade realiza na região do Bracinho, entre Corumbá e Ladário. O projeto da Embrapa Pantanal é inédito e a primeira produção, com cerca de 4,2 mil unidades, servirá de base para a finalização dos estudos de viabilidade econômica e sustentável prevista para 2011. Parte dos peixes, com média de 1,5 quilo cada um, será destinada aos laboratórios para avaliar consistência, coloração, couro, carne, estrutura óssea e outros itens. O excedente do cultivo está sendo distribuído para as escolas públicas de Ladário e para o Moinho Cultural Sul-Americano, que incluirão o peixe na merenda de seus alunos, e outras instituições. A preocupação é evitar o impacto da decoada no experimento com a subida repentina do Rio Paraguai na região. Ontem, o rio atingiu o nível de 3,10 metros em Ladário. A chegada das águas beneficia o peixe em ambiente natural, que encontra alimentos e condições ideais para a reprodução, enquanto a seca favorece a piscicultura em tanques, explica o coordenador da pesquisa, Flávio Lima Nascimento, doutor em ecologia aquática em água doce. A viabilidade do projeto está em alcançar o ponto de abate sem o efeito decoada. Segundo previsão do Ministério de Minas e Energia, que monitora as alterações hidrológicas no Pantanal, o Rio Paraguai deverá atingir os 3,50 metros na segunda semana de março. No ano passado, o nível máximo foi de 3,30 metros, em agosto, favorecendo o experimento da Embrapa Pantanal. As chuvas continuam intensas nas cabeceiras dos principais rios.
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