segunda, 23 de julho de 2018

SAFRA

Embrapa orienta sobre as pragas da soja

5 OUT 2010Por 21h:04

A cultura da soja pode ser atacada por insetos-pragas desde a semeadura até a fase final de enchimento de grãos. O ataque começa com as pragas iniciais, seguido pelos insetos desfolhadores e brocas e, finalmente, pelos sugadores (percevejos, ácaros e mosca branca). O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, Crébio José Ávila, explica que as pragas iniciais são aquela que ocorrem nos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura, ou seja, até 25/30 dias após a emergência da cultura.

As pragas iniciais podem destruir a semente em processo de germinação ou até as plântulas, o que acarretará na redução de estande [número de plantas por unidade de área] ou afetar o desenvolvimento da planta que tenha resistido ao ataque. "Dependendo do grau de redução do estande ou do vigor da planta, isso pode resultar em perdas significativas de produtividade", alerta o pesquisador.

Entre as principais pragas iniciais destacam-se: lagarta elasmo, corós, piolho de cobra, caramujo, lesma, grilo, gafanhoto, tamanduá e vaquinha.

O pesquisador alerta que o manejo dessas pragas deve começar antes mesmo da semeadura da soja. "Se somente após a semeadura for verificada alguma praga inicial, como é o caso das pragas de solo, não existem medidas curativas", adverte.

De acordo com Crébio, os problemas com as pragas iniciais começam com a presença de lagartas que podem estar presentes na cultura de cobertura do solo que será dessecada. "Caso a lagarta esteja nessa cobertura, é necessária a realização da dessecação com herbicida, no mínimo, 20 dias antes da semeadura. Com a retirada do alimento, o inseto encerrará o seu desenvolvimento", diz.

Ele acrescenta que se a dessecação não for antecipada, então deverá ser feito o controle de lagartas na cobertura, porém utilizando um produto que tenha baixo impacto sobre os inimigos naturais das pragas da soja.

A orientação é que antes da semeadura seja feita uma vistoria no interior e na superfície do solo para detectar a presença de pragas iniciais. Dependendo do problema encontrado, deverá ser feita a opção pelo tratamento de sementes, como é o caso de corós e do tamanduá da soja. O controle dessas pragas pode ser feito também através de pulverização de inseticidas sobre a cultura, como por exemplo, para adultos do tamanduá-da-soja, piolho de cobra, grilos, gafanhotos e vaquinhas.

*Palestra no GPP*

O pesquisador Crébio Ávila falou sobre as pragas iniciais da soja para produtores e representantes da assistência técnica durante palestra no Grupo Plantio na Palha (GPP), de Dourados, no dia 13 deste mês. "Essas informações são oportunas porque estamos perto do início da semeadura, e é a hora de entender o problema das pragas e tomar decisões sobre que produto comprar para controlá-las", disse o produtor rural Lúcio Damália.

Para o produtor de Sidrolândia, Dair Luiz Bigaton, que também assistiu à palestra, o contato com pesquisadores da Embrapa é de grande importância. "O produtor tem que vir aqui buscar a informação e levar para o dia-a-dia no campo. Com certeza eu vou aplicar esse manejo sobre pragas iniciais lá na propriedade", afirmou.

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