segunda, 16 de julho de 2018

ATAQUES

Embaixadas em Atenas são alvo de atentados pelo segundo dia consecutivo

2 NOV 2010Por AGÊNCIA BRASIL16h:30

Pelo segundo dia consecutivo, pelo menos cinco embaixadas em Atenas, capital da Grécia, foram alvos de explosões de bombas enviadas dentro de pacotes. Os ataques estão sendo atribuídos pela polícia a militantes de extrema esquerda que se opõem às medidas de austeridade econômica impostas na Grécia, que no próximo fim de semana terá eleições regionais.

Também hoje, a polícia alemã encontrou um pacote suspeito no gabinete da chanceler Angela Merkel, em Berlim. Um porta-voz de Merkel disse que o pacote está sendo analisado para confirmar se continha explosivos.

Segundo a BBC Brasil, a primeira explosão em Atenas ocorreu no jardim da embaixada suíça. Horas depois, uma bomba explodiu na embaixada russa antes da chegada da polícia. Ninguém ficou ferido. Foram realizadas explosões controladas nas bombas endereçadas às embaixadas da Bulgária e do Chile. A bomba enviada para a representação alemã foi desativada.

Ontem (1), outros quatro pacotes explosivos foram encontrados em Atenas. Um deles, destinado à embaixada mexicana, explodiu e feriu uma funcionária de uma empresa de entregas. Os demais eram supostamente destinados às embaixadas da Bélgica e da Holanda e ao presidente francês Nicolas Sarkozy.

Duas pessoas foram presas acusadas de ligação com as bombas que explodiram ontem. Suspeita-se que os detidos façam parte do grupo de esquerda Conspiração Células do Fogo, que participou dos protestos de 2008 contra o governo grego e defende a revolução no país. Dois suspeitos, de 22 e 24 anos, foram detidos pela polícia grega. O grupo continuou esporadicamente ativo neste ano, depois que a União Europeia e o FMI forçarem a Grécia a adotar medidas de austeridade para conter o déficit.

Correspondentes dizem que as bombas aumentam a tensão no país às vésperas das eleições regionais. O pleito é considerado um referendo sobre a forma com a qual o governo socialista do premiê George Papandreou lidou com a crise econômica.
 

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