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Em um mês, André visita 36 cidades e percorre 12 mil km

4 JUL 10 - 00h:35
Maria Matheus

Às vésperas do período eleitoral, o governador André Puccinelli (PMDB) participou, no mês passado, de eventos em 36 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande. Embora representem 46% das 78 cidades do Estado, elas abrangem 75,6% do eleitorado. Foram mais de 12 mil quilômetros percorridos em junho, com compromissos em até quatro cidades diferentes no mesmo dia. A maratona teve motivo: inaugurar e lançar o maior número de obras possível dentro do prazo legal, 3 de julho.
Puccinelli viajou para o interior do Estado a maior parte do mês, dois terços, sem contar agendas extraoficiais. Só ficou quatro dias úteis na Capital, sem visitar municípios do interior.
Na tentativa de aproveitar ao máximo a visibilidade de atos públicos em período pré-eleitoral, o governador participou de pelo menos 50 inaugurações apenas em junho – pontes, reforma e ampliação de escolas e quadras esportivas, entrega de chaves de casas de programas habitacionais e descerramento de placas. Assinatura de ordem de serviço para construções, reformas, ampliações motivaram ou fizeram parte da programação de outros 34 eventos no mês passado. Entrega de geladeiras e reuniões com lideranças locais, pastores e beneficiários do Programa Vale Renda também constaram na agenda oficial do governador.
Nos eventos, o peemedebista fez questão de dividir “palanque” com deputados candidatos e lideranças locais que pleiteiam vaga na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Como em Caarapó, na última quarta-feira, quando entregou 34 casas e assinou ordens de serviço na presença dos deputados estaduais Zé Teixeira (DEM), Professor Rinaldo (PSDB) e Londres Machado (PR), todos candidatos à reeleição.
Ou no dia 10 de junho, em Dourados, onde promoveu ato público para assinatura de ordens de serviço. Na ocasião, acompanharam o governador os deputados Onevan de Matos (PSDB), Carlos Marun (PMDB), Londres, Ary Rigo (PSDB), Zé Teixeira; os vereadores Marcelo Barros (DEM), Sidlei Alves (DEM) e Gino Ferreira (DEM); o deputado federal Geraldo Resende (PMDB) e o vice-governador Murilo Zauith (DEM), todos candidatos nas eleições deste ano.

Eleitor na mira
Nos 19 dias em que viajou, Puccinelli visitou as maiores cidades do Estado, como Três Lagoas e Ponta Porã, onde esteve duas vezes, além de Corumbá e Dourados. As 35 cidades abrangem 745.914, ou 43,8%, dos 1.702.506 eleitores de Mato Grosso do Sul, conforme o último levantamento do Tribunal Regional Eleitoral (21/6). Somado ao eleitorado da Capital, onde também participou de dezenas de eventos, a agenda do governador mirou em mais de 1,2 milhão de eleitores.
O peemedebista superou até mesmo o presidenciável José Serra (PSDB), a quem apoia, em número de cidades visitadas em 30 dias. O tucano passou por apenas 24 municípios em um período de quase dois meses, entre 5 de abril e 7 de junho, conforme a Folha de S. Paulo.

Gabinete improvisado
A correria foi tanta que até os secretários tiveram dificuldades para despachar com o governador. Na última quarta-feira à noite, após evento para liberação de verbas aos municípios, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, as secretárias de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi, de Produção, Tereza Cristina Dias e de Administração, Thie Higushi disputavam a atenção do governador. Ele teve de assinar documentos ali mesmo, em um gabinete improvisado.
Agora, com o início do período eleitoral, desde ontem candidatos a cargos eletivos não podem mais participar de inaugurações de obras. O governador prometeu restringir agenda de campanha aos finais de semana e após o expediente de trabalho na Governadoria, “com combustível, automóveis e aeronaves particulares”.
O cálculo da quilometragem percorrida por Puccinelli foi feita com base nas distâncias indicadas em mapa rodoviário do Governo do Estado, mas boa parte das viagens foram feitas em avião bandeirante. A hora-voo em uma aeronave particular semelhante à usada pelo governador custa, em média, R$ 3,5 mil. (colaborou Fernanda Brigatti)
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