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Em liberdade há um mês, Betão volta a ser preso na Capital

20 MAR 10 - 03h:26
O ex-funcionário público estadual de Mato Grosso do Sul, Alberto Aparecido Roberto Nogueira, 50 anos, o Betão, foi novamente preso ontem. Desta vez, pela Polícia Federal (PF), pelos crimes de contrabando e posse ilegal de armas e munições. Ele estava em liberdade há um mês, aproximadamente, após ter ficado quase dois anos preso, acusado de homicídio. A PF foi ao apartamento de Betão, no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, para cumprir mandado de busca e apreensão. No local, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm – de uso restrito –, um revólver calibre 38, munições de diversos calibres, algemas, spray de gás de pimenta, colete balístico, silenciador, rádio de comunicação, algemas descartáveis, US$ 3 mil e R$ 45 mil em espécie. De acordo com o advogado de Betão, José Roberto Rodrigues Rosa, o mandado de busca e apreensão foi expedido porque a PF havia recebido informações de que ele estaria traficando armas. Conforme o advogado, Betão adquiriu as armas há cerca de 15 anos, quando ainda trabalhava no Secretaria de Fazenda. Segundo José Roberto, Betão foi ouvido ontem à tarde durante 40 minutos e vai passar o fim de semana preso. A defesa vai entrar com pedido de liberdade provisória na segunda-feira. Os crimes pelos quais Betão foi indiciado tem pena de seis a 12 anos de reclusão. Currículo Betão já foi acusado de vários crimes. Entre eles de corrupção, pelo qual foi condenado a três anos em regime semiaberto, tendo cumprido já um e meio. “Ainda estamos recorrendo dessa sentença”, declarou José Roberto. O ex-funcionário público já foi absolvido pelo assassinato do policial militar Hudson Ortiz e da tentativa de homicídio contra o irmão dele, o também militar Hudman Ortiz, em julho de 2003. Betão acabou se transformando em vítima neste caso. Hudman, agora é acusado de tentar matar o ex-servidor. Ele também já foi absolvido da autoria de um acidente com morte. Atualmente, Betão é réu, na Justiça de São Paulo, por envolvimento na morte do empresário Antônio Ribeiro Filho e do geólogo Nicolau Ladislau Haraly. Razão pela qual ficou preso entre 26 de junho de 2008, quando foi flagrado pela PF em Pedro Juan Caballero com um arsenal, e 16 de fevereiro, sendo solto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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