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sábado, 23 de fevereiro de 2019 - 15h58min

Em Dourados, tendência de recuo nas cotações

27 JAN 10 - 07h:42CÍCERO FARIA, DOURADOS
Acompanhando o mercado internacional, a soja na região de Dourados tem tendência negativa atualmente e continuará com esse viés quando a safra começar a ser colhida em grande escala no Brasil. A grande produção mundial puxada pelos Estados Unidos já teve impacto nas cotações do grão. Somente no município de Dourados a estimativa é de que sejam colhidas 420 mil toneladas de soja, mas produtores ouvidos pelo Correio do Estado já reclamam dos preços sinalizados no pico da safra, em março. Mas essa é uma regra de mercado, como citou o diretor de uma corretora de commodities agrícolas em Dourados, Amarildo Palma. Ontem a saca, no disponível, estava cotada a R$ 35, equivalente a US$ 19,12 (no dólar a R$ 1,83), preço considerável razoável pelos agricultores, já que nesta safra os custos de produção caíram bastante, como resultado do efeito da crise internacional sobre os principais insumos agrícolas. Para março, o mercado da oleaginosa trabalha com a projeção de R$ 29 a saca, ou seja, seis reais a menos do que a cotação atual. Antes da colheita da safra recorde norteamericana, de 91,4 milhões de toneladas, segundo o último relatório do Departamento de Agricultura (USDA), o produto chegou a R$ 43 na praça de Dourados, no disponível. Palma lembrou que além da grande safra dos EUA, a Argentina deverá ter produção de 53 milhões de toneladas e o Brasil, ao redor de 65 milhões. “O mercado mundial terá soja para atender à demanda por bastante tempo. E isso pressiona os preços, seja aqui em Dourados como em outros países produtores”, destacou o corretor. Mas além dos preços em baixa, o produtor sul-matogrossense de soja tem outro obstáculo que deprime o seu lucro: a pauta do ICMS, extremamente alta, da Secretaria de Fazenda do Estado para vendas interestaduais. Hoje a saca de soja na hora da venda está fixada em R$ 52,80. Com isso, o produtor perde mais de um real pela diferença do imposto com o Paraná, para onde é escoada grande parte da produção para embarque no porto de Paranaguá. De acordo com os especialistas do setor de grãos, o Governo precisaria ajustar a sua pauta fiscal à realidade do mercado estadual.
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