Sexta, 15 de Dezembro de 2017

MOCOCA

Em depoimento, mãe da menina Íris nega envolvimento na morte da filha

10 JAN 2014Por FOLHA PRESS18h:45

A mãe da menina Íris Cardoso, 8, negou hoje envolvimento na morte da filha. Ana Paula Milani, 36, foi ouvida pela Polícia Civil de Mococa (262 km de São Paulo) pela primeira vez desde que teve a prisão temporária decretada - no último domingo.

De acordo com o delegado Wanderley Fernandes Martins Júnior, que comanda as investigações, ela disse que viu a filha pela última vez na noite de sexta-feira passada e só soube que a criança estava morta quando foi avisada pelos vizinhos na manhã do dia seguinte.

Ana Paula e o padrasto de Íris, Sebastião Carlos Rodrigues, 27, são considerados pela polícia os principais suspeitos no assassinato da criança.

A menina foi encontrada morta em um terreno baldio próximo de casa. Ela foi atingida por três facadas no pulmão, segundo necropsia, mas estava com o corpo e com as roupas limpas quando foi achada.

A suspeita é de que o autor do crime lavou o corpo da menina antes de abandoná-lo.

O depoimento durou cerca de cinco horas. Ela disse ainda, conforme o delegado, desconhecer a existência de sangue pela casa.

A perícia encontrou roupa de cama e toalhas com supostas manchas de sangue. Uma perícia indicou manchas no chão do quarto de Íris e na pia do banheiro.

Ana Paula também negou que o companheiro fosse um homem violento. Ela disse no depoimento, afirmou o delegado, que ocorriam apenas brigas ocasionais e que ele nunca chegou a ameaçar seus filhos.

Depoimentos colhidos pela polícia na última semana apontam, no entanto, um histórico de violência entre o casal. Segundo o delegado, as três filhas que moravam com os dois, incluindo Íris, não gostavam da presença do padrasto e já haviam manifestado a intenção de sair de casa a parentes e amigos.

Durante sua permanência na delegacia de Mococa, Ana Paula recebeu a visita rápida da mãe Maria Luiza. Nenhum dos filhos compareceu ao local, de acordo com a Polícia Civil.

A mãe de Íris voltou para a cadeia pública de Tambaú (255 km de São Paulo) no final da tarde de hoje. Ela está em uma cela isolada das outras presas.

Segundo o diretor da cadeia, José Guilherme Torrens de Camargo, o isolamento é uma determinação da prisão temporária.

Já o padrasto está na cadeia pública de Casa Branca (229 km de São Paulo). Ele deve ser ouvido na semana que vem pela polícia de Mococa.
 

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