Quarta, 20 de Junho de 2018

Em algumas regiões, Pantanal continua seco

9 MAR 2010Por 08h:49
A cheia no Pantanal ainda não atingiu algumas subregiões da planície, indicando que a chegada das águas ocorre de forma pontual e em localidades onde afluentes registraram níveis acima do normal para o início do ano, como o Miranda, Aquidauana, Coxim, Piquiri, Taquari, Vermelho, Negro e Abobral. O Rio Paraguai subiu apenas um centímetro em uma semana na régua de Ladário. Fazendas situadas na Nhecolândia e Paiaguás, ao Norte, ainda convivem com a seca, obrigando os proprietários a recorrer a açudes e poços artesianos para dar de beber ao gado. Para o piloto pantaneiro Chico Boabaid, que sobrevoa a planície semanalmente, a cheia do Paraguai ainda não mostrou sua força nestas regiões normalmente alagadas quando ocorre grande volume de chuvas. A régua de Ladário, na base da Marinha, é o termômetro do comportamento hídrico da bacia e ontem o Rio Paraguai estava em 3,14 metros, um centímetro a menos e abaixo da previsão do Ministério de Minas e Energia, que mantém um sistema de vigilância da cheia no Pantanal. O último boletim divulgado pelo órgão indicava que o rio chegaria a 3,30 metros no dia 5, o que deverá ocorrer na segunda quinzena. Em oscilação Na Estrada-Parque, unidade de conservação que corta a Nhecolândia, o comportamento das águas também mostrou-se sem alterações esta semana. Mas ocorrem fortes precipitações na região, segundo informaram donos de pesqueiros e pousadas. O volume de água aumentou nas margens da estrada e da rodovia BR-262, ainda por influência do transbordamento do Miranda, no final de 2009. Ontem, o Rio Paraguai em Cáceres (MT) registrou o nível de 5,32 metros, 30 centímetros a menos desde o dia 1º. O afluente Cuiabá, que chegou a 7,92 metros, no dia 16 de fevereiro, está em 3,96 metros, em oscilação diária. O nível de 3,56 metros para o Paraguai no final desta semana, na previsão do Ministério de Minas e Energia, está descartado. A marca é esperada para meados de abril.

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