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Eliminação na Libertadores pode gerar desmanche no Flu

8 ABR 11 - 15h:53terra

Se a eliminação do Fluminense na Copa Libertadores for confirmada na última rodada do Grupo 3, o que tem grandes chances de acontecer, uma vez que o time aparece na lanterna com cinco pontos, o torcedor poderá ver uma equipe completamente diferente em campo no Campeonato Brasileiro. O fracasso no torneio continental poderá marcar o desmanche de um time que foi chamado de guerreiro quando se livrou do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2009 e que conquistou o título nacional em 2010, mas que em 2011 vem sendo motivo de decepção.

Nos bastidores do clube os jogadores vem tentando se manter distantes da grande crise política iniciada com a demissão do vice-presidente de futebol Alcides Antunes. No dia seguinte a esse fato, depois de um empate sem gols com o Flamengo, o técnico Muricy Ramalho anunciou a sua saída das Laranjeiras, provocando abalos sérios na estrutura do clube. Falando em estrutura, as péssimas condições de trabalho dos atletas, motivo de críticas por parte do ex-treinador, já começam a irritar o elenco.

Dando sinais de que está completamente perdido no cargo, o presidente Peter Siemsen começou a dar muito poder ao grupo político que bancou a sua eleição. O fato irritou Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube e que banca os maiores salários do elenco. O afastamento entre o dirigente e o empresário não é mais segredo para ninguém, ao ponto de Barros não aparecer mais nas concentrações do elenco, como era hábito.

Temerosos de um ano de fracasso, parte dos jogadores já solicitou aos empresários que não deixem de escutar propostas ainda para o Brasileiro. Principalmente os jogadores "bancados" pela Unimed, que temem a saída da empresa e atrasos salariais. Alguns dão sinais de irritação. O atacante Fred sequer quis conversar com os jornalistas na volta do Uruguai. Rafael Moura, por sua vez, mostra insatisfação com a reserva. Até mesmo Deco, um dos mais tranquilos do elenco, estuda a saída do clube no meio do ano.

A Unimed não cogita romper o contrato que se encerra no fim do ano, mas uma fonte ligada a Celso Barros deixou claro que o empresário já avisou a Peter que não haverá reposição das peças que deixarem o clube antes de 31 de dezembro. É um sinal claro de que a renovação de contrato de patrocínio não vai acontecer. O presidente do Fluminense entendeu o recado e solicitou a sua outra parceira, a empresa Traffic, que saia ao mercado em busca de um patrocinador que possa reduzir o baque da possível saída da Unimed.

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