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Eleitores cobram ações de André durante caminhada

16 JUL 10 - 08h:32
Fernanda Brigatti

O governador André Puccinelli (PMDB) escolheu uma das regiões mais violentas da Capital para fazer campanha na tarde de ontem. Em caminhada pelos bairros Tijuca I e II, o candidato à reeleição foi questionado pelos eleitores sobre asfalto, segurança pública e impostos.
Com o candidato a senador Waldemir Moka (PMDB) e a suplente Antonieta Trad (PMDB), Puccinelli percorreu a Avenida Sotomaior e entrou em oficinas, lanchonetes, salões de beleza, farmácias e residências.
Às crianças que encontrava no caminho, relatava que os melhores alunos da Rede Estadual serão presenteados com um notebook ao fim do ano letivo. De um comerciante, Puccinelli foi cobrado pelos altos impostos pagos pelos pequenos empresários e pela falta de segurança pública no bairro. “Não aumentei nenhum tributo”, disse Puccinelli. “Procure se informar, se eu tiver mentindo, vote contra mim e trabalhe contra mim, mas eu não estou”, afirmou.
A questão tributária é também o grande mote da campanha do principal adversário, José Orcírio dos Santos (PT). Ele promete redução nos impostos. Na tarde de ontem, ele fez corpo a corpo no Aero Rancho, acompanhado da vice, Tatiana Ujacow (PV), do candidato ao Senado Dagoberto Nogueira (PDT) e da suplente, Gilda Maria dos Santos (PT). À noite, eles foram à Vila Nasser.
Ney Braga, do PSOL, passou a manhã nas Moreninhas e à tarde visitou os comerciantes do entorno da antiga rodoviária. À noite, iria aos bairros Rouxinóis e Santo Eugênio.

Denúncia
Ontem, o candidato José Orcírio dos Santos (PT) foi à seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Polícia Federal, onde relatou suspeitar que o “serviço oficial” esteja promovendo grampos telefônicos, arrombamentos e até espionagem contra ele e sua equipe de campanha. Sobre a suspeita, Puccinelli afirmou que Orcírio está tentando “criar factóides”.
Na tarde de ontem, o candidato do PT ainda foi ao Ministério Público Estadual (MPE), onde solicitou investigação sobre a aplicação financeira de R$ 1,3 bilhão do Governo do Estado, que teria apresentado rendimento inferior ao da poupança.
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