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Eleição no Haiti foi aceitável

22 MAR 11 - 09h:23ESTADÃO

O segundo turno no Haiti ocorreu no domingo aparentemente sem incidentes capazes de comprometer a credibilidade do processo eleitoral. Mas observadores haitianos e estrangeiros avaliam que o momento mais delicado - e potencialmente explosivo - ainda se aproxima: o anúncio oficial de quem será o próximo presidente: a ex-primeira-dama Mirlande Manigat ou o cantor Michel Martelly.

A primeira fase da votação, em novembro, havia sido contaminada por fraudes e problemas nas seções eleitorais. Mas foi quando a Comissão Eleitoral Provisória (CEP) revelou que o candidato e cantor Michel Martelly havia ficado em terceiro lugar - portanto, fora da disputa - que começaram os mais sérios confrontos de partidários do político com forças de ordem nacionais e da ONU.

Sob pressão internacional, autoridades haitianas mudaram o resultado inicial, colocando Martelly na última fase da disputa em detrimento do candidato governista Jude Celestin.

Segundo o calendário eleitoral, no dia 31 a CEP anunciará os resultados parciais, passíveis de contestação. Em seguida, os dois lados em disputa apresentarão as queixas, que serão avaliadas pela comissão. A última palavra do poder eleitoral virá apenas em abril.

Volta de Aristide. Pierre Esperance, que chefia um grupo de direitos humanos local e atuou como observador eleitoral, afirma que "a paisagem política do Haiti" mudou entre as duas fases da votação por causa do retorno do ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Figura tão polêmica quanto popular no Haiti, Aristide encerrou sete anos de exílio autoimposto na sexta-feira e fez uma entrada triunfal em Porto Príncipe.

Para Esperance, uma possível vitória de Martelly poderia levar simpatizantes do Partido Lavalas, de Aristide, às ruas para contestar o resultado - Martelly é execrado pela maioria dos simpatizantes do ex-presidente.

A multidão que aguardava Aristide no aeroporto, na sexta-feira, gritava palavras de ordem contra o cantor candidato, que teve seus cartazes arrancados dos muros da região.

"Aristide está quieto agora e até deixou a capital. Mas se trata de um sujeito imprevisível, que pode conclamar seus partidários a sair às ruas contra uma eleição de Martelly", explica um diplomata. "Se isso ocorrer, teremos problemas."

A ONU voltou a pedir "paciência" aos eleitores haitianos. Ontem, as fichas eleitorais de todo país estavam sendo reunidas em uma base de Porto Príncipe, sob escolta das Nações Unidas. Alguns dos resultados de regiões mais remotas tiveram de ser trazidos à capital de helicóptero.

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