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segunda, 18 de fevereiro de 2019 - 17h38min

Ejaculação precoce

22 FEV 10 - 03h:29
Os médicos afirmam que além de um prejuízo importante da autoestima, existe um prejuízo da qualidade de vida sexual e da qualidade de vida em geral. Até bem pouco tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não definia qual era o tempo considerado “normal” para que o homem ejaculasse, logo, o conceito de “precoce” não era nada objetivo. Houve um consenso mundial sobre disfunções sexuais e ficou definido, pela primeira vez, que a ejaculação precoce é a que ocorre antes dos dois minutos após a penetração. Muitas coisas devem ser levadas em conta: a idade do indivíduo, a frequência da atividade sexual recente e a situação sexual diferente do comum. Ao contrário do que boa parte das pessoas acredita a ejaculação precoce não é um problema que acomete apenas homens mais jovens. Essa disfunção tem incidência similar em todas as faixas etárias. A EP é considerada primária se tem início na juventude, quando o homem está mais ansioso pelas experiências sexuais e ainda não adquiriu o devido controle sobre si mesmo. Falta de experiência, medo de mau desempenho, inibição diante da parceira podem criar um estado de ansiedade intensa que leva o jovem a ejacular rapidamente. Nesse caso, com o passar do tempo – e na maioria das vezes – a dificuldade é superada. O homem jovem, por natureza, é um ejaculador precoce. Com o tempo e maturidade vai aprendendo sobre seu corpo, testando sua capacidade de prolongar o tempo e o prazer. Já o acometimento tardio, quando o homem tem a ejaculação no tempo considerado normal e, de repente, passa a ejacular precocemente, é chamado de secundário. Este tipo se caracteriza por um quadro de ansiedade que aparece diante de fatores da vida, sejam preocupações ou excitações, fazendo com que o homem fique mais “apressadinho”. E é justamente a ansiedade o principal fator de risco para a disfunção. Esse estado emocional explica, por exemplo, o porquê dos primeiros encontros, na maioria das vezes, serem tão desastrosos. Como cérebro e corpo agem em conjunto, a dinâmica funciona assim: a produção de adrenalina, que começa no período de excitação e vai se elevando até o indivíduo chegar ao fim do ato, é a responsável pela ejaculação. Se o homem estiver ansioso – geralmente porque quer impressionar a mulher – o nível de adrenalina sobe muito rápido e ele ejacula antes. Culturalmente, os homens foram condicionados a associar rápida ejaculação à virilidade. Esse conceito foi modificado a partir do momento em que a mulher soltou a voz. Dessa forma, os casais precisaram entrar em sintonia para que os relacionamentos perdurassem. O sexo masculino, acostumado a ditar as regras, se viu mais vulnerável, já que a satisfação da parceira passou a ser um dos pontos fundamentais para o equilíbrio da relação.
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